Leitor devidamente identificado Em vésperas de começar um novo ano escolar, estamos a assistir a um jogo de interesses das escolas e respectivas delegações. Os critérios para fechar ou abrir salas nas escolas estão muito mal clarificadas, os próprios professores parecem não perceber as razões para tal desigualdade de tratamentos para com as escolas. Penso que não deve ser um caso insólito, no entanto, fechar uma de duas salas porque falta apenas três ou quatro crianças para os trinta exigidos, pode-se considerar que os novos regulamentos estão a ser levados à risca, no entanto, o caso torna-se mais "interessante" quando a cerda de dois km de uma escola que fecha uma sala de Pré, mantém uma sala aberta com menos de dez crianças, abrem salas para bebés a preços que nenhuma outra escola do conselho pode proporcionar, logo a dificultar as restantes Creches, que não tem autorização para proporcionar à população a mesma tabela de valores. Outra situação que me deixa indignado é a colocação dos professores, pelo que parece, e felizmente, cá na Madeira os professores deverão continuar colocados, mas com o fecho de salas os professores estão a ser recolocados mesmo sem ter novas turmas para trabalhar. Tendo em conta tal situação, haverá outra razão para a mudança que não a de complicar a vida aos professores? Mas ainda falando das recolocações dos professores, não podia faltar os "compadres". Alguns professores que foram avisados que seriam mudados de escola, conseguiram o que muitos outros colegas de profissão na mesma situação não conseguiram, voltaram aos seus postos passando à frente de outros colegas, é caso para se dizer que há gente com muita sorte! Dá a sensação que quem mantiver mais salas abertas e tiver mais professores na instituição que dirige, tem mais poder. Há que lembrar às pessoas que coordenam estes "esquemas", que o mais importante nas escolas deve ser o bem-estar das crianças. Num estado democrático que vivemos, tenho que me manter no anonimato, quem sabe se algum filho meu não seria prejudicado, felizmente temos o Diário de Notícias, um instrumento fundamental para o povo madeirense poder se expressar.