Juvenal Pereira - Esta coisa de ser funcionário público já deu o que tinha a dar. - Há,ah,ah, não sei de que estás a falar… -Não rias, porque com aquilo que nos fizeram na 6ª feira ninguém ri. Onde é que já se viu nos tirarem a "tolerância" do rally? - Disso, meu amigo, o único culpado foi o vosso sindicato. -Mas o que é que o "triste" do sindicato podia fazer? És capaz de mo dizer? -Bastava sair à rua com um cartaz a dizer o seguinte: " Com o Albuquerque em presidente, isto não acontecia à gente!" - Achas que era suficiente? - Não viste o que aconteceu com o Ruizinho do Nacional - o nosso amigo engenheiro - mal abanou o "fantasma" do Albuquerque, veio logo para os clubes mais dinheiro! -Tens razão, bem podíamo-nos valer dessa situação. - Vocês e, no fundo, toda a gente…desde que empunhasse um cartaz com o " Albuquerque a presidente!" - Não entendo… - Então não achas que se o povo em lugar desta doente apatia, fizesse uma manifestação, num destes dias, com cartazes na mão, para muita coisa não aparecia solução? Uns cartazes bem escritos, a dizerem mais ou menos isto: " Os jovens querem trabalhar, punham os reformados, endinheirados, em casa a descansar" " Para ajudar a pagar os nossos calotes, acabem na Assembleia com os malditos jackpots. Esta vergonha, indecente, não se dava com o Albuquerque em presidente" " Combustíveis a subir, empresas a falir, desemprego a disparar, custo de vida a aumentar e…o regabofe a continuar! Isto não acontecia com o Albuquerque na Quinta Vigia!" - Mais uma vez te dou razão, mas há uma coisa que me faz uma certa confusão. Esse tal senhor Albuquerque não faz parte da mesma "confraria"? - Sim, mas de há uns tempos a esta parte que mudou… como da noite para o dia! -Bem me parecia. Bom, eu não te quero desanimar mas sempre gostava de te alertar: É imperioso a Madeira mudar, e, se fosse possível, já, mas não é mudar as" moscas" e deixar todo o "cocó" no lugar onde está. - Eu sei, meu amigo, e não penses que não ando apreensivo. Quanto melhor vou conhecendo TODOS OS QUE ANDAM ATRÁS DO "OSSO", mais me convenço que estamos enterrados até ao pescoço. Só que, para além das poucas-vergonhas que vimos por aí, já não temos segurança ao viver aqui. Se não morrermos por morte natural, vamos desaparecer queimados pelo fogo ou vítimas de um temporal, com culpas, claro, do calor do verão, das chuvas do inverno ou do diabo lá no inferno. - É verdade, para assumir responsabilidades não aparece nenhum estafermo!