Estando presentes em Londres os melhores do mundo já sabíamos que Alberto Paulo tinha pela frente uma tarefa muito árdua se quisesse ir à final nos 3.000 mts obstáculos. Colocado na 1ª de três séries, o que à partida já é uma desvantagem pelo menos teórica, lembremos que eram apurados os 4 primeiros de cada série mais os três melhores tempos, o madeirense após a partida era mais um a perseguir o seu objetivo. Não contava era que o azar lhe batesse à porta, não evitando uma queda e perdendo logo o "comboio" com os primeiros. Mesmo lesionado, em consequência da queda, demonstrou garra e fibra vindo a completar a prova com 8.40 longe do objetivo proposto. Daqui podemos acrescentar que Alberto Paulo, jovem, tem muita margem de progressão e vai certamente iniciar um novo ciclo olímpico, ainda com maior ambição e muitas alegrias nos vai dar mesmo antes dos próximos jogos Olímpicos no Brasil, país onde o atleta tem algumas "afinidades". Que continue firme e confiante pois o seu sonho apenas foi adiado. Daqui o nosso apoio. Quanto aos outros portugueses envolvidos nesta primeira jornada, também o dia foi madrasto, já que todos (à hora em que escrevo ainda não se realizou a prova de Sara Moreira) não conseguiram os seus objetivos. Patrícia Mamona, foi quem esteve mais próximo por um lugar apenas não conseguiu ir à final, foi 13º, Marco Fortes classificou-se em 15º entre 43 atletas e Jorge Paula ficou longe da sua melhor marca vítima de um tropeção numa barreira na sua prova de 400 mts. Enfim há que continuar a trabalhar e neste momento estes e todos os outros atletas têm a nossa solidariedade pois eles, mais do que ninguém pretendiam realizar melhores marcas.

Egídio Olim, Vice-presidente da AARAM