Portugal é considerado, desde o século XV, um país de emigrantes. Descemos as costas africanas, habitámos as ilhas no atlântico, fomos até ao continente americano, tendo passagens em terras indianas, acabando na Europa em países como a Suíça, Holanda, Bélgica e França. Porquê que emigravam? Ora por razões culturais, ora motivos de sobrevivência ou simplesmente por espírito de aventura. Eram corridos riscos? Sempre. "A cultura média é de aversão ao risco. A generalidade dos nossos jovens licenciados (…) preferem ser trabalhadores por conta de outrem do que serem empreendedores. E esta cultura tem de ser alterada.", Pedro Passos Coelho. Concordo em certo ponto com o senhor acima referido. O modelo financeiro que funciona desde a revolução industrial está, aos poucos, a cair. Não posso é concordar quando diz que os jovens têm aversão ao risco. Segundo dados da OCDE fiquei a saber que Portugal é o terceiro país da Europa com mais auto-emprego. O primeiro? É a Grécia que é logo seguida pela Itália, - acho que já vi o nome destes três países juntos mas não estou a ver onde - surpreendente. Os países escandinavos, onde raramente são associados há crise, pelo menos em primeira mão, ocupam o último lugar nesta lista. Não será por andar a pedir créditos, que depois não são possíveis pagar, que 30 mil empresas fecharam no segundo semestre de 2011? Há que ter visão e fazer pela sua vida mas não peçam aos jovens para dar um "passo" em frente quando estão perante um abismo. Dêem um passo atrás, mas pensem.
Rúben Castro, Colaborador da Associação Académica da Universidade da Madeira (AAUMa)