Fernando Queiroz Estou triste por isso escrevo: Tantas mordomias antes dos encontros de preparação e competição, os nossos jogadores dispensam os louros já adquiridos e vividos antes do merecimento. Meninos mimados nunca chegam a parte alguma. Estamos a começar pelo fim, as palmadinhas deverão ser sempre atribuidas no final, após boa finalização. Têm que ser fustigados, incentivados, espicaçados no bom sentido da palavra para poderem dar o rendimento proveitoso, conquistado com sacrificio, mesmo agressivo, desportivamente disputado. Paninhos quentes, palavras airosas, palmadinhas de favor, não!...São dispensadas. Precisamos de trabalho glorioso, cheio de profissionalismo. As imagens e as palavras são despropositadas, por isso com muita falta de sentimento, sentem-se ôcas, sem conteúdo, até mesmo na ocasião que são proferidas. Na altura em que somos obrigados a ouvi-las, ficamos contrariados por aquilo que nos querem impingir.. É uma decepção, desilusão, tristeza onde tudo corre mal. Assobiar é pouco, muito pouco para quem não tem prestígio e nem tão pouco se lhes nota o esforço para merecê-lo. O nosso povo orgulhoso na nação a que pertence, observam e comentam a situação de condicionamentos e em contra partida a exuberância, pompa e riqueza com que são obsequiados os nossos meninos da bola na preparação dos encontros a que estão predestinados. Com tantos mimos nunca chegarão algures da competição. Os nossos jogadores não precisam e tão pouco merecem tantas mordomias. Os nossos campos de futebol estão transformados em "passereles" que servem unicamente para exibicionismo de homens ricos, vaidosos e mascarados, que estão mais preocupados com a sua apresentação fisíca do que profissional. Não vejo ninguém nas conferências de imprensa antes e após os jogos, reconhecerem que nada fizeram e que nada fazem, que não merecem a confiança neles depositada, nem tão pouco os faraónicos euros que lhes são simplesmente depositados nas suas chorudas contas bancarias, contribuidos por aqueles seus compatriotas que pouco têm e andam obsecados num estado de loucura disfarçada, alienados pela paixão do futebol. Custa-nos muito perdoar, porque amamos muito a nossa Pátria e a equipa que nos representa, o orgulho leva-nos a gritar forte no sentido de incentivar estes homens a quem exigimos o erguer da nossa bandeira lá no cimo, bem no cume das alturas desportivas. Resta-me agradecer ao "DN" pela minha triste liberdade de expressão.