O Bazar do Povo nunca mais será o mesmo e a potência económica chinesa ramifica-se por todo o Mundo, chegando mesmo a marcar presença cada vez mais forte numa pequena cidade perdida no meio do Atlântico. Atualmente a população chinesa ronda os 1,3 mil milhões de pessoas, o que representa 20% da população mundial. Por outras palavras, em cada 5 pessoas no planeta Terra, uma reside na China. Nenhuma motivação étnica, racial ou política me move contra os chineses em particular ou mesmo os asiáticos em geral. Pessoalmente creio mesmo que o Ocidente em que nos fechámos tem muito a aprender com o mundo Oriental. A cedência dos direitos de exploração do Grupo Sá a um empresário chinês é absolutamente legítima, legal e transparente numa economia de mercado. Nem mesmo a antiguidade e o peso histórico do Bazar do Povo que existe no Funchal desde o século XIX e está quase a fazer 130 anos de existência, está em causa. Na vida tudo muda. As pequenas lojas chinesas que proliferaram pela cidade em caves e rés-do-chão vão agora erguer-se no coração da cidade. O que verdadeiramente está em causa é o sucesso comercial de uma ideia de negócio assente em produtos de muito baixa qualidade e muito baixo custo, a que a população funchalense parece ter cada vez maior necessidade em aderir. E não por moda, mas por absoluta necessidade assente no fator preço. Acima de tudo isto constitui a vitória de uma forma oriental de erguer um negócio, remunerar a mão-de-obra e conviver socialmente. [email protected]
Luís Sena Lino, Consultor de Marketing e Comunicação