Esta semana, ao saber que a Paris Hilton estreou-se como DJ num festival no Brasil, pensei que seria uma piada de mau gosto, mas não, não é uma piada, efectivamente a herdeira do trono Hilton deu mais um grande passo na sua afamada vida pública e resolveu experimentar passar umas músicas para uma audiência, enquanto fingia que dançava ao mesmo tempo que estupidamente acenava com uma bandeira brasileira. Sinceramente não sei o que será pior, se a vontade da pobrezinha da Paris em querer ganhar mais alguns dólares (centenas de milhares) para o seu dote, se os promotores brasileiros que a contrataram e pagaram a peso de ouro, mas será que isto é válido ? Ir a uma festa para ver uma celebridade pôr as mãos no ar à medida que dança e agarra no microfone para dizer: "Amo-vos a todos"?! Ser DJ, realmente, não é nenhuma ciência, mas costumava ser pela música, e as pessoas teriam que ter, digamos um sexto sentido em relação a uma pista de dança, mas hoje em dia os actores das telenovelas precisam de ganhar mais uns trocos ao fim-de-semana, os concorrentes das casas de segredos pelo País fora, precisam de dinheiro para pagar os implantes, e o que interessa é mostrar os atributos físicos do "artista", o trabalho de ginásio ou como referi o trabalho dos cirurgiões plásticos, substância, conteúdo, gosto musical? Não é essencial. Passar músicas está mais do que na moda, se tens mais de 16 anos, tens um grande grupo de amigos que te adoram e ambicionas viajar o Mundo de jacto privado, esta vida é para ti, contudo, se realmente gostas de música, acordas com sons na tua cabeça, gostas de ouvir algo mais para além daquilo que ouves na rádio e na televisão, e se trocavas um dia de praia por um dia numa loja de discos, talvez desses um bom DJ.

Michael C - DJ