Resgatar o Nacional do último lugar do campeonato, não está a ser uma tarefa fácil para Ivo Vieira. Mas também não é preciso, à quarta jornada, traçar já cenários catastróficos. Há muito jogo pela frente e a sorte não vai estar sempre do mesmo lado. As bolas certamente não vão embater sempre nos postes. Eu acredito na competência e profissionalismo do treinador. Infelizmente e como é habitual nestas ocasiões, quando estamos por baixo, a inveja e má-língua, tratam de enterrar qualquer intenção de ultrapassar o momento menos bom. Os treinadores de bancada e os outros, os da onça, já começaram a dar palpites e a envenenar o trabalho que se faz com honestidade. Há mesmo quem se apresse a enviar currículos por terceiros. Faz-me lembrar um pouco a política doméstica. Nalguns casos, a rafeira política doméstica! Falta fair-play aos políticos, a todos os políticos. É ver, por exemplo, toda a oposição em fila, a exigir e bem ao Governo Regional, que apresente antes das eleições, um plano de resgate para o buraco financeiro da Madeira. Mas não será também de exigir a essa mesma oposição, nomeadamente ao PS e CDS, os únicos que se apresentam com ambições de vitória, que revelem soluções para a dívida da Região? Já agora, digam também o que vão fazer à política desportiva da Região? Aos apoios aos clubes? Ao desporto escolar? Aos campos de golfe? Da parte do Governo, já sabemos o que a casa gasta nestas matérias, mas..e os outros, que soluções têm? Então as exigências têm apenas um sentido? Onde está a moral da coisa? Os adeptos e o Povo precisam de saber destas "pequenas" coisas antes das eleições! É por estas e por outras que política e desporto sempre andaram de mãos dadas. Nos jogos de interesse, nas mordomias, no espectáculo, na palhaçada, nos senhores de fato, na prepotência, no bota-abaixo, na falsidade, na ambição, nas palmadinhas nas costas, no assalto ao poder, etc. O desporto e a política querem pessoas sérias e competentes. O desporto e a política estão fartos de canalhas que pensam apenas na soberba relegando os Adeptos e o Povo para o papel secundário de "meninos do coro".
Mário Gouveia, Jornalista