* Por moticos de ordem técnicas não podemos transmitir no vídeo a primeira ronda de perguntas.
PTP, CDU, BE e PND são unânimes ao afirmar que qualquer política social, para fazer face às situações de pobreza e exclusão que alastram na Região, só poderão ser aplicadas sem um Governo do PSD e sem Alberto João Jardim. Esta foi uma das principais conclusões do quinto debate, promovido pelo DIÁRIO e pela TSF-Madeira e que reuniu José Manuel Coelho (PTP), Edgar Silva (CDU), Roberto Almada (BE) e Hélder Spínola (PND).
Em discussão estiveram os apoios sociais e a saúde e o debate recaiu, sobretudo, nas medidas de austeridade, já impostas ao nível nacional e na previsão de novas restrições a aplicar na Região, face aos desvios orçamentais já detectados.
Roberto Almada voltou a defender que a austeridade não pode continuar a implicar cortes nos apoios aos mais desfavorecidos e que, no caso específico da Madeira, terá de ser renegociada a dívida, para evitar medidas ainda mais penalizadoras.
Uma 'Autonomia Social', fruto da captação de receitas próprias da Região, sobretudo provenientes de taxas sobre as grandes fortunas e sobre o enriquecimento escondido, foi uma das propostas de Edgar Silva que estima em mais de 80 mil o número de madeirenses que estarão em situação de pobreza. Os números de estudos oficiais, também reforçados pelo BE, apontam para esses valores.
Hélder Spíbola dirigiu-se, sobretudo, aos eleitores social-democratas a quem pediu um "sinal" eleitoral negativo ao PSD que, sublinhou, não pode continuar a "nomear os familiares e os lambe-botas" para cargos com implicação social, como o SESARAM. Independentemente das políticas sociais, incluindo as europeias, como defende a CDU, o candidato do PND não tem dúvidas de que, se o PSD continuar a governar, "o dinheiro vai parar aos bolsos" dos mesmos.
Uma posição partilhada por José Manuel Coelho que lembrou que os quatro partidos que estavam neste debate eram os únicos em que os eleitores podem confiar, porque são os que se interessam pelos problemas concretos das populações. No seu caso pessoal, lçembrou que não tem "medo" de enfrentar os "corruptos", os tribunais e até a comunicação social que, garante, quer manter um "jardinismo sem Jardim".
Na próxima semana prosseguem os debates, agora com uma periodicidade diária.

