Francisco A.A. Caldeira Conheço-o há quase trinta anos. Tive a honra de o ter como meu professor na Escola do Magistério Primário e mais tarde (nos últimos vinte anos) o grande prazer de trabalhar consigo no Gabinete Coordenador de Educação Artística (desde quando ainda se chamava Gabinete de Apoio à Expressão Musical e Dramática). Tenho aprendido muito consigo! Sobretudo através dos seus exemplos: a sua dedicação, o seu entusiasmo e a sua alegria em conseguir que os projetos se concretizem. Isso tem sido uma permanente motivação para todos os que o rodeiam, alunos e colegas. Sei que uma das suas constantes preocupações é a de procurar responder positivamente a todos os pedidos das mais variadas instituições, quanto ao apoio que o Gabinete Coordenador de Educação Artística possa prestar nas áreas da sua ação. A resposta que menos gosta de dar é: não conseguimos ajudar naquilo que nos pedem. O próprio senhor Eurico Martins (responsável pela brilhante carreira do Recreio Musical União da Mocidade - com atuações em salas e públicos distintos, no país e no estrangeiro) poderá confirmar a veracidade daquilo que acima referi. Bastará procurar no seu arquivo de correspondência enviada e encontrará pelo menos um pedido feito ao GCEA. Se procurar também dentro da correspondência recebida verá que a resposta ao seu pedido foi favorável. Arrisco ainda a afirmar que se futuramente precisar do apoio do GCEA poderá voltar a pedir, porque a resposta deverá ser benéfica para a sua coletividade. Quanto a si professor Carlos, nunca o vi preocupado em delinear estratégias para prejudicar ninguém nem qualquer instituição. Ao longo das dezenas de reuniões, que mantivemos no GCEA, nem um segundo foi ocupado querendo o mal de quem quer que fosse. Sempre o vi apostado em ajudar, em realizar, em construir. Essa é a sua prática! Sei também, por experiência própria, que o Professor Carlos Gonçalves sempre procura realizar todas as iniciativas com o mínimo custo ou, nos casos em que tal é possível, sem encargos financeiros para o erário público. Quando alguém chega ao seu gabinete com uma nova ideia - o seu hábito é sempre o mesmo: primeiro escuta atentamente e vendo a validade do projeto pergunta depois como vamos conseguir executar - já tens apoios? Na verdade, muitos dos projetos que realizámos não teriam sido possíveis sem a ajuda financeira, serviços ou produtos que muitas empresas públicas e privadas nos concederam. Essas empresas fazem questão de salientar que auxiliam o Gabinete com base numa ligação de amizade e de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. A finalizar acrescento as palavras de um líder, que ambos admiramos, Jesus Cristo, num momento decisivo da sua vida, disse: "Perdoai-lhes Pai...". Na verdade, não podemos nem devemos calar ninguém (cada um é responsável por aquilo que diz) mas, podemos sempre perdoar e seguir em frente.