Os mais atentos exigem saber já as medidas do plano de resgate para a Região. Faltam respostas. Apenas a promessa de fiscalização "exaustiva". A conta pesada chegará depois, já com tudo decidido a favor dos mesmos, para ser paga pelos mais pobres. A classe política regional está indisponível para grandes sacrifícios. Basta ler a recusa quase colectiva à redução do número de deputados. Basta antever que quer manter intocável o vergonhoso 'jackpot'. Basta confirmar que metade dos ainda parlamentares estão envolvido em negócios, através dos quais acumulam mais fortunas do que prejuízos e aos quais juntam, sem escrúpulos, mais um chorudo ordenado. Basta ouvir as contradições, sobretudo a social-democrata, em relação à auditoria decretada pelo Ministro das Finanças. Por muito branqueamento à fraude que a contra-informação tente fazer, o tempo não apaga as declarações de quem, em Março, insistiu na vinda do FMI, de quem no início deste mês garantiu querer "que toda a gente veja as contas da Madeira para verem o que fizemos, mas não agora" e agora nem quer o FMI por perto, nem se importa que a auditoria seja conhecida por estes dias. Até dá jeito: a 'troika' já está acusada de tentar condicionar o resultado das eleições. Apanhado na tormenta fica Guilherme Silva para quem não era "essencial" conhecer as contas. Pisou uma mina à conta do absurdo desgoverno que não tardará a produzir um desabafo berlusconiano, do tipo "daqui por uns meses vou-me embora para tratar dos meus próprios negócios e deixar este país merdoso". Todas as bóias servem para fugir ao naufrágio. E é vê-los a fazer comparações com as comunidades autónomas de Espanha e com os Açores, região em que, por sinal, o PSD exige conhecer o memorando de entendimento entre governos. E é vê-los ainda a alimentar manobras de diversão, dados ao linchamento minucioso de quem, como nós, tem compromisso com a verdade. Enquanto que quem vive de 'milhos fritos' e de outras benesses prometidas passa os dias a reproduzir a voz do dono e a ridicularizar hipocritamente salários dos outros, os privados fazem pela vida. Fiquemos pelo que o DIÁRIO, a TSF e o dnoticias.pt fizeram só esta semana. Para além do essencial, a informação destinada a fortalecer a democracia e a dar que fazer ao desgoverno viciado no 'desmentido', realizámos os primeiros dois dos dez debates eleitorais, a 4.ª Conferência de Marketing e mais um concerto 'Amigos da Vânia'. Lançámos mais uma edição das '100 maiores e melhores empresas' e um novo blogue. E vem aí mais: os dois espectáculos da banda do Panda, os prémios 'Powerade', o 'Guia do Futebol' e outras iniciativas susceptíveis de plágio! Tudo sem agravar a "colossal" dívida regional. O que tem valor tem custo, algo que os caloteiros subsidiodepentes talvez um dia saibam o que é. Basta que lhe tragam a conta! Anacleto Teixeira, Empresário Tudo tem feito para permitir à produção portuguesa entrar no difícil mercado venezuelano. Um verdadeiro embaixador luso. Avelino Farinha, Empresário A Região bem precisa de entidades que pratiquem o tempo todo a responsabilidade social e que paguem as bolsas a tempo e horas. Maximiano Martins, Cabeça-de-lista do PS Uma semana em grande. Foi vice no congresso nacional e mostrou ter um governo alternativo ao PSD. O PS-M está diferente. D. António Carrilho, Bispo do Funchal A diocese é acusada de esquecer os padres idosos e de não cumprir com a vontade da Sª. Dª. Eugénia. Ouviu-se um silêncio compremetedor. Guilherme Silva, Deputado do PSD Num partido que não debate há dificuldade em ouvir. Não admira que tenha ido à SIC fazer ruído. Foi coerente. O chefe não faria melhor.
Incontornável: Tragam a conta!
Os madeirenses querem saber já qual é factura que sairá da auditoria. e isto é "essencial"