Edmundo Dinis Há uns dias li um artigo numa revista em que falava sobre uma lei que será votada em São Francisco, que pretende proibir a venda de animais de estimação. Como madeirense, pensei logo que esta poderia ser uma boa medida para se aplicar na Região Autónoma da Madeira, uma vez que o que não nos falta são animais abandonados. Já que temos isso de fartura, não se percebe o porquê de a adopção não ser uma realidade maior. Infelizmente dá-se preferência à compra. Focando agora um pouco o tema do abandono de animais, é certo que quem abandona pode ter adquirido o animal através da compra ou da adopção. No entanto, sem a opção de compra haveria com certeza, uma redução no número de animais abandonados e as sociedades protectoras de animais estariam mais folgadas. É que não se percebe como se é capaz de abandonar um animal. Será que as pessoas que o fazem não têm em conta o que estão realmente a fazer? Os animais abandonados se tiverem (muita) sorte serão apanhados e levados para um abrigo próprio. Se tiverem (imensa) sorte encontrarão um novo lar. Aqueles que não tiverem sorte nenhuma morrerão sozinhos nas ruas, ou nas serras, vítimas de doença, fome, frio, ferimentos ou algum risco relacionado com a vida de sem abrigo. Apela-se ao bom senso de quem abandona e de quem adopta ou compra um animal de estimação. Deve ser acusado quem abandona e também quem adquire por impulso e sem ter condições de os manter.