Este governo regional assemelha-se a uma "pen drive". É óbvio que não se pode colocar a informação equivalente a dez gigas em uma pen de um gigabyte. Não consegue gravar. E se, qual metáfora, o olharmos enquanto computador, dir-se-á que a sua capacidade de memória está completamente esgotada e o seu processador lento ao ritmo de uma locomotiva a carvão. O "disco" governo está, por isso, obsoleto, desadequado, o seu sistema operativo dir-se-á que utiliza o "ms-dos" quando já vamos no "Windows 7". Ora, com o disco cheio, quando o "chefe" clica apenas lhe sai a informação gravada desde há trinta anos. Um computador destes é uma peça de museu que ajuda a contar a história, por aproximação, do que nunca uma sociedade deve fazer ou permitir. Há, por isso, uma absoluta necessidade de substituir esta capacidade de memória e este sistema operativo. E isso só com um novo computador (governo) e com pessoas capazes de integrarem a informação sistémica, na esteira de Von Bertalanfy, capazes de romperem com este sistema fechado e limitado, que nega as relações de intercâmbio, que não recebe nem influencia o ambiente. Um quadro próprio de organizações deterministas. A Região precisa de um sistema aberto, adaptativo, onde se verifiquem relações de intercâmbio com o ambiente e não de um sistema que se mantenha no isolamento. Fayol, Taylor e Weber, utilizaram o modelo racional, fechado e não probabilístico, exactamente, o que por aqui o "chefe" mantém. Entre Fayol e 2011 passaram-se mais de 150 anos. Ora, este sistema político obsoleto, só pode gerar desgaste, desintegração e aumento do aleatório. Simplesmente porque este "computador", porque não permite receber nova informação, é gerador de entropia. Há que mudá-lo, urgentemente.
André Escórcio, Deputado do PS-M