Jorge Martins Dizia o Zeca Afonso. Também hoje, diria mesmo que mais do que nunca, neste estranho mundo em que o esboroar de convicções, atitudes, comportamentos, até do mais inocente sentido do gosto, arrasando, qual "tsunami", as mais ecléticas e universalistas noções da Ética e da Estética, tudo substituindo pela etérea sensação de poder que o " poder de compra" confere, q.e.d., e todos quotidianamente, anestesiados por uma volúpia justicialista que rápidamente atingirá os seus fautores, actos de contrição já não faltam, o que faz falta é lealdade e confiança, que confira substância a um tecido social díspar mas solidário, distinto em todas as vertentes mas, educadamente, civilizado, culto e desinteressado, para que dele resulte o ânimo necessário à "reconstituição" do nosso modo de vida, daquele que tantos sacrifícios materiais e humanos custou e ora, hora a hora, irresponsáveis, ignorantes, sovinas de credo utilizando todas as armas a que o dinheiro dá acesso, das própriamente ditas aos ditos órgãos de comunicação social, querem, em proveito único de meia dúzia de especuladores, destruir. "No passaran..." Dizia, candidamente, Dolores Ibarruri a lendária "Passionaria". Só que, passaram... Por isso é que : "antes que o pão que comes saiba a m... o que faz falta, é animar a malta" Assim continuava o Zeca. Não me passava pela cabeça, quase quarenta anos passados, sentir-me obrigado, porque sou leal e confiável, a ter que fazer um apelo, reparo, o que lhe quiserem chamar e para o qual todos estão convocados, excepto os desleais e abusadores da nossa, vossa, minha e tua confiança. Mais tarde já será tarde demais...