Ana Maria Silva Freitas Tenho andado a controlar-me, a ver em que é que isto de a "avaliação dos docentes" vai dar. Oiço o Ministro; oiço os Sindicatos; e...espero. Mas, hoje, lidas as declarações da dirigente regional do meu sindicato à comunicação social (J.M. 24-08-2011)- "esta avaliação prevê implicações nos concursos, o que gera desigualdade e injustiça porque propõe a dispensa da avaliação para as pessoas do 8º,9º e 10º escalão", o copo transbordou! Paciência tem limites! Quando os "nossos" nos atacam desta maneira, não precisamos de quem nos defenda! Talvez as pessoas não saibam que os docentes do 8º escalão permanecem no mesmo desde Janeiro de 2001 ( há DEZ anos );que não têm medo de ser avaliados, pois já o são desde os 7 anos de idade - exames de : 4ª classe, admissão ao liceu,2º,5º e 7º anos do liceu, admissão às Universidades, às Escolas de Magistério e aos Institutos, candidatura a estágios pedagógicos e frequência dos mesmos. Que durante a sua carreira de mais de trinta anos sempre foram avaliados para progressão, pelo sistema vigente em cada época (fosse o mais ou o menos correcto, era o que existia). Foram estes docentes (e continuam) que orientaram os estágios de todos aqueles que estão neste momento no meio da carreira e não só. Continuam a ser convidados para orientar estágios. Pela sua falta de competência não será, penso eu! NUNCA estes docentes disseram que não queriam ser avaliados. Disseram que não aceitavam ser avaliados só pelas acções de formação feitas e pelos cargos dirigentes. Acham IMPORTANTE serem avaliados pelo trabalho científico/pedagógico desenvolvido com os alunos dentro e fora da sala de aula, pela relação que estabelecem com os alunos, com as famílias, com a comunidade e ainda pelo trabalho nas equipas pedagógicas. Por tudo isto, não posso aceitar que uma pessoa com responsabilidades no sindicato que eu ajudei a fundar, faça uma declaração destas, sem consultar os seus associados, mesmo que a sua opinião pessoal seja essa.