A.G.Mendonça Num folheto de propaganda laranja, antigamente chamado JM, um escriba residente escreveu no mês passado o seguinte: "Não se pode exigir a um tarado que, na política, tenha um comportamento equilibrado, pois ele é um doente, marcado pelos seus complexos, pelas suas frustrações, pelos seus ódios e raivas pessoalizadas" Certamente que a criatura ao escrever aquelas sábias palavras estava em frente a um espelho maior do que ele próprio, para assim melhor se inspirar. O que será um tarado na política? Além de outras taras, talvez alguém que não queira que os carros de emergência usem as sirenes, que é para não interromperem as ejaculações precoces que ele entretanto vai tendo por causa da sua escolta e das sirenes dos batedores da polícia. Quanto a complexos, o mundo é tão grande e com biliões de seres humanos que torna-se chato ser soba de apenas uma pequena ilha. Quanto a frustrações, o facto de nunca se conseguir fazer carreira política na Capital do Império e a sempre adiada proclamação da IV República onde seria entronizado e aclamado como seu criador, é deveras demasiado frustrante. E os ódios? Quanto aos ódios, é que quem não é por mim é contra mim e isto das pessoas pensarem pela sua própria cabeça, é de facto muito odioso. As raivas pessoalizadas serão certamente ver por todo o lado traidores e cães raivosos.