Devo confessar que achei alguma graça… Muita, até! Tanta que achei que devia fazer um intervalo no encadeamento do que tinha pensado escrever (e que estava a tentar seguir, apesar da limitação dos malditos caracteres) nestes artigos do dia 8 de cada mês. Andava curioso, sem saber se estava a interessar alguém com os meus escritos quando, em conversa com uma pessoa de outras artes, percebo que faço parte de um grupo que, pelos vistos, se designa muita genericamente por "eles". Julgo que a propósito de algumas opiniões que, aqui e noutros fóruns, tenho defendido, passei a ser "um deles"… Evidentemente que perguntei quem eram as outras pessoas que me acompanhavam, até porque como procuro pensar pela minha cabeça e sou um pouco avesso à pertença a agrupamentos, seitas, partidos e quejandos, queria situar-me. A resposta foi uma não resposta, muito hábil. Pensei em insistir, até para deixar claro que, por incrível que pudesse parecer, não ando no mundo a ver a banda a passar. E sinto-me à vontade para maçar as pessoas e dizer quando acho que a banda está desafinada! Mesmo que seja uma idiotice, que contrarie o pensamento dominante ou a opinião de alguém muito mais reputado e com maior experiência em bandas! E o que tem isto a ver com seja o que for? Numa altura em que tanto se fala na necessidade de envolver as pessoas; de chamá-las à discussão; de procurar consensos e fomentar o envolvimento de todos; de parcerias, públicas, privadas e publico-privadas, a mim, que vivo e trabalho para o Turismo, catalogam-me como um "ele"? Se houver mais alguém que pense na Madeira como um destino de exigência, que procura a excelência e que, por via disso, entenda que é necessário estudar, planear, implementar, monitorizar, rectificar, observar e que tudo isto se faz numa lógica de inclusão, então talvez o dito cujo tenha razão: - eu sou um "desses"! Mas sou sem querer…

André Barreto - Empresário