Já se afirmou que as sociedades da ZFM não criam postos de trabalho; já se disse que o impacto do cancelamento das negociações com a EU sobre a alteração do regime aplicável não é relevante; já se defendeu que as sociedades da ZFM são apenas caixas postais, sem relevo para a sociedade e economia madeirense. No entanto, não houve a preocupação de auscultar aqueles que trabalham no âmbito da ZFM. É preciso que se saiba que existem milhares de madeirenses que dedicaram grande parte da sua vida na prestação de serviços de qualidade, internacionalmente reconhecidos. Os profissionais do CINM apostaram sempre seriamente na sua formação, no marketing competente e na modernização, competitividade, qualidade e segurança dos serviços prestados, contribuindo assim para o fortalecimento e dinamização da economia madeirense. Contabilistas, secretárias, comerciais, juristas, economistas e todos os prestadores serviços deste Centro empenharam-se durante anos na dinamização da nossa praça, trabalho do qual todos nos devemos orgulhar. Poder-se-ia fazer mais? Provavelmente. Julgo que todos os contributos são sempre bem-vindos e quando pretendemos ser um player na economia internacional temos sempre que procurar a excelência, mas nunca à custa da destruição daquilo que já se construiu até hoje. Estes profissionais, que porventura não vivem dentro de caixas postais, já provaram que são capazes de competir no âmbito de uma economia global e sair vitoriosos e só querem que lhes seja dada oportunidade de continuar a trabalhar com o mesmo empenho despendido até hoje.

Manuel Freitas Pita - Presidente da Direcção da Associação dos Profissionais do Centro Internacional de Negócios da Madeira (APCINM)