
A Europa está em mais uma semana decisiva, como têm sido todas as semanas dos últimos meses. Só que desta vez os patrões da União querem vincar a sua qualidade de ricos. Sobretudo a Alemanha, que viu renascer os seus sonhos de grandeza e vai impor a sua vontade para sancionar os mais pobres e endividados. Entre esses, estamos nós.
Helmut Schmidt, já com 92 anos, foi o único a ter a decência de recordar a imensa dívida de gratidão que a Alemanha tem para com a Europa. Uma dívida que soma às responsabilidades históricas pelos momentos mais macabros que assolaram o continente. Em vão, porque a chanceler vai avançar em força contra os fracos. É a velha máxima de que ‘quem dá o pão, dá o ensino’ e os alemães querem fazer valer essa força. Infelizmente, do lado de cá, não há argumentos para contrariar, nem vontade de os procurar. Vamos ‘comer’ pela medida grande.
Resta ao Povo reagir à sua maneira. E a mais fácil é pagar na mesma moeda aos ricos. Ninguém nos pode obrigar a comprar todas as porcarias que produzem e exportam. A maioria com boas alternativas nacionais ou dos ditos países do Sul.
É perda de tempo esperar que os nossos políticos tomem uma (qualquer) decisão patriótica, pelo que cabe ao Povo avançar. Desde logo, comprando tudo o que é feito cá. Para tal basta estar atento aos códigos de barras que acompanham os produtos. Os que começam por 560 são portugueses! Não são importados, o dinheiro fica todo em Portugal e não serve para engordar, mais, os ricos da Europa.
O próximo passo é saber quais os códigos da Alemanha e da França e boicotá-los. Mas, desde logo, compre 560. É bom, é português, é patriótico.