Vem aí o momento da verdade para a Assembleia Legislativa da Madeira e para as forças partidárias aí representadas. Estão aí o Orçamento Rectificativo e o Orçamento do Estado. Virá depois o Orçamento da Região. Depois de tantas medidas de austeridade anunciadas para o país e para a Região perguntar-se-á: haverá ainda espaço para um Programa de Resgate da Região sem que a economia e a sociedade madeirenses caiam no precipício? E o precipício significa: falências de empresas e famílias, desemprego galopante e uma insegurança que desferirá um golpe mortal no turismo madeirense, para além de afectar a nossa vida em sociedade. A 'confiscação' dos subsídios de férias e de Natal são os elementos mais dramáticos das medidas que a Coligação PSD/CDS na República aplicarão em 2012. A Madeira perde directamente por aquilo que os madeirenses sentirão nos seus bolsos. Perde também pelas quedas no turismo de origem nacional. A este efeito junta-se as perdas de competitividade da hotelaria madeirense pelos aumentos substanciais do IVA sobre a restauração. Os partidos que compõem a Assembleia Legislativa da Madeira terão de mostrar o que valem face à crise e à austeridade imposta. Dos pequenos partidos de protesto pouco se espera. Do PSD e do CDS só se pode esperar expressões de 'indignação' que cheiram a lágrimas de crocodilo, hipocrisia e demagogia. Depois de tudo o que prometeram serão confrontados com a realidade de aprovarem em Lisboa medidas de que se tentarão distanciar na Madeira. Será sem dúvida um processo de erosão eleitoral para o PSD - que já estava em queda - e para o CDS 'triunfante'… Do PS espera-se sentido de responsabilidade face aos problemas da Região e do país. Mas também capacidade de combate e de denúncia política.

Maximiano Martins, Deputado PS-Madeira