Enf. Edgar Silva Quem da enfermagem escolheu subir na carreira, apenas para fugir da "cabeceira do doente", perdeu sem o saber, o melhor da enfermagem, que está nas entrelinhas da partilha de sentimentos, que marcam, o enfermeiro e os seus doentes, somos aqueles que trabalhamos, entre alguns, lidando com o sofrimento dos outros, ajudamos a resolver ou minimizamos o impacto físico e emocional da gestão de uma crise de doença na pessoa, na família e na comunidade onde ele se insere; Uma das razões para as quais defendo acima de tudo a competência provada e alicerçada na pratica clínica de enfermagem, como bastião principal para a adequada formação do enfermeiro e da pessoa que assume a responsabilidade de liderar serviços e direcções de enfermagem; um enfermeiro sem a adequada visão daquilo que é a verdadeira pratica clínica da enfermagem, transforma-se apenas numa marioneta nas mãos de gestores e administradores da saúde, onde os critérios economicistas estão sempre acima da humanização dos cuidados e dos serviços de saúde; onde os objectivos particulares e egoístas do profissional de enfermagem o fazem alinhar na traição aos dogmas que identificam a enfermagem na comunidade; Por isso é imperioso, crucial, que ocorra agora e sem mais demoras, uma mudança radical da OE, a todos os níveis, a OE deverá ser passada a pente fino, desde regulamentos, organização, gestão, e acima de tudo fundir-se com a sociedade civil, numa missão que a sua identidade como profissão seja cunhada no consciente colectivo, como nenhuma Ordem o hoje fez, e para isso, é imperativo "sangue fresco" na OE, gente nova, empreendedora, sem medo, livre e espontânea, unida e coesa; Não é de todo impossível, que a OE, poderá sem duvidas, assumir, por vezes, o papel de uma "Fundação Enfermagem", onde possa indirectamente desenvolver acções, impulsionar, e criar formas de apoio aos enfermeiros estudantes e reformados; desmistifica que a quota é uma despesa inútil, cara, mas que pode baixar..., e deve mesmo baixar..., e baixará com a mudança... Mostrar que existimos, que temos força, que somos diferentes, que podemos ganhar, está a provocar em muitos um receio, medo, e paranóia, que os faz dizer, pueris afirmações, de que a lista é "muito nova, muita juventude", tal critica tomo-a como um elogio, pela parte que me cabe, porque este argumento não encaixa e é falso; É verdade a candidatura está a fazer estremecer a OE e o seu conservadorismo; mas acima de tudo está a ser de todas, a única que dá esperança na mudança, dai o medo e as paranóias dos acomodados a uma OE que não é deles, é nossa DOS ENFERMEIROS... DE TODOS E NÃO SÓ DE ALGUNS, EM "BUSCA DO PRESTIGIO PERDIDO"..., por isso www.mudaroe.com é a única via para uma OE sem o pecado do elitismo..., que dê inicio ao processo que responsabilize e condene o Estado Português, pela descriminação salarial entre licenciaturas, a defesa da identidade da enfermagem e da sua dignidade profissional, passa também pelo respeito integral do seu reconhecimento salarial..., a OE está obrigada a defender a dignidade e fazer reconhecer o valor das intervenções de enfermagem, de todas elas definir os seus "Ks"...ou seja o valor, em numerário que elas valem, e respectiva dignidade de um licenciado em enfermagem. A saúde sem enfermeiros é apenas igual a um "mar morto", onde muitos à custa do valor profissional que é só dos enfermeiros aproveitam-se para plagiar, aquilo que por direito é da enfermagem, apropriando-se e vangloriando-se de serem mentores, de algo incapazes de criar sem a intervenção dos enfermeiros. O protagonismo e os louros, neste actual SNS, são sempre dos mesmos, e sempre aos mesmos reconhecidos, direitos de assumir responsabilidades, às quais falhariam redondamente se os enfermeiros deixassem de ser tão subservientes: estes "jeitinhos" têm de acabar e aos enfermeiros serem reconhecidas capacidades pela competência demonstrada e provada por dezenas de anos na rectaguarda a segurar e a assegurar o funcionamento do SNS. Lembro-me sempre das enfermeiras para-quedistas, que saltavam em teatros de guerra colonial, mas cujo mérito, ou talvez reconhecimento, passava por aqueles que "licenciados", ficavam atrás de uma secretaria, colhendo os louros: actualmente os "enfermeiros estão sempre disponíveis para saltar", num SNS, que teima em dar sempre a outros a confiança e a responsabilidade de gerir e dirigir. É crucial aposta e acreditar na mudança, na ruptura, e numa OE dos enfermeiros, para os enfermeiros, unidos em torno de uma cidadania saudável, humanizada, centralizada apenas na pessoa.