Há todo um programa que prossegue o saque e a rapina dos recursos do nosso País, por via dos juros cobrados, da privatização de empresas públicas, da entrega directa de milhões de euros à Banca e da transferência para o Estado dos prejuízos das fraudes do capital, como acontece no BPN; essas medidas foram aprovadas pelo PS, PSD e CDS-PP. Trata-se de um óbvio programa de submissão a uma agressão externa, que PS, PSD e CDS-PP acordaram com o FMI e a União Europeia. A Autonomia deve ser exercida plenamente com o objectivo de evitar, e até de impedir, determinadas imposições da Troika. Face aos níveis de endividamento da Região querem, em Lisboa e na Madeira, o PSD e o CDS-PP, impor um programa adicional de ainda maiores sacrifícios especificamente destinados ao povo destas ilhas. É preciso dizer em alto e bom som: o povo não aguenta mais sacrifícios para além daqueles que, injustamente, foram até agora impostos! O povo precisa de pão, e nunca de injustiça social ainda maior. É possível ainda impedir que essa maior injustiça se concretize relativamente às ilhas da Madeira e do Porto Santo. A Autonomia confere-nos poderes e competências para que o povo desta Região decida o seu futuro. Mas está nas mãos do povo nestas eleições legislativas regionais impedir que os partidos da troika concretizem o programa de empobrecimento e de injustiça que já aprovaram.
Edgar Silva, Líder do PCP na Madeira