A situação económica e social que hoje a Região enfrenta é, no entender do cabeça-de-lista da CDU à Assembleia Legislativa da Madeira, resultado de décadas de orientações erradas no desenvolvimento da Região. Para Edgar Silva, o Governo Regional permitiu a destruição do sector produtivo e bandeiras como a Zona Franca fracassam. O candidato defende um novo modelo de desenvolvimento assente na produção e qualificação dos recursos humanos.

“Nós temos para o futuro da Região, em primeiro lugar, definir como aposta prioritária a qualificação e formação dos recursos humanos”, afirmou Edgar Silva. “Depois precisamos ter um tecido produtivo que deveria constituir a prioridade absoluta”, continuou.

A CDU considera que a Lei de Meios penalizou a região autónoma. Tal como Alberto João Jardim, Edgar Silva aponta avultadas perdas nas transferências do Estado para a Região. Para o candidato da CDU, a suspensão da Lei de Finanças Regionais contribuiu para o cenário de endividamente e Jardim “errou” ao assinar o acordo com Sócrates.

Para baixar encargos com a Saúde e equilíbrar as contas o Governo da República planeia um aumento das taxas moderadoras. Na Região e, apesar do passivo do SESARAM, Edgar Silva declina a introdução dessa mesma taxa como forma de equilibrar as contas da empresa pública.

Por outro lado, o candidato comunista defende um aumento de 7% ao Salário Mínimo Macional em vigor na região autónoma para melhorar o rendimento das famílias e trabalhadores com menor rendimento. Para Edgar Silva, a medida constitui um importante contributo para o mercado interno e para as prórias empresas.

Nas eleições de 9 de Outubro a CDU quer obter mais votos e mais deputados para derrotar a actual maioria. Nas regionais de 2007, a CDU foi a terceira força política mais votada com 5,44% dos votos, que se traduziram em dois deputados eleitos à Assembleia Legislativa da Madeira.