Cultura. Mais de que começar a escrever algo e a desenvolvê-lo é preciso clarificá-lo, para que possamos compreender muito bem a sua dimensão e intenção. Quando falamos em cultura, associamos desde logo esta palavra á palavra costume, tradição Algo que é passado de geração em geração e que marca a história, um povo, uma nação. E associa-se a uma palavra morta, esquecida no tempo e quando muitas vezes ouvimos sequer falar dela viramos as costas. Culturalmente falando. A cultura vai muito mais além disso, a cultura passa por uma adopção de um estilo de vida, é algo vivo e dinâmico, e que ao contrário do que muitos pensamos, algo que se vai construindo ao longo dos anos, com todos aqueles Homens e Mulheres que passam por nós dia a dia e fazem a diferença. Cultura não é sinónimo de "acomodação" nem muito menos sinónimo de padrão comportamental que temos que seguir rigidamente. Não pode nem deve ser imposta. A cultura faz aprendendo e fazendo. Cultura é isso mesmo…o simples facto de aqui estar a ler o diário é cultura. Porque mais importante que a cultura de um povo, de uma nação, de uma dada religião, importante é aquela cultura que eu costumo apelidar de cultura inter e intra-pessoal, a cultura que cultivamos com as nossas atitudes e valores para connosco próprios e para com os outros que nos rodeiam. É essa cultura tão diversa mas ao mesmo tempo tão enriquecedora que faz de nós uma "espécie" tão viva e tão rica. Fazer cultura é construir algo, é deixar marca, não sendo mais um a meio de mil, mas primar pela diferença. Deixemo-nos levar pela originalidade e criarmos em nós a nossa própria cultura. Torna-se sempre mais fácil seguir a corrente do que ir contra ela, mas a verdade é que contra ela acabaremos por chegar lá. A ideia chave é muito simples: a cultura começa no mais pequeno, em cada um de nós, e só assim faz sentido falar se de uma cultura bem maior e mais rica. Culturamente falando. A CULTURA DA VIDA!
João Francisco Dionísio, Colaborador da AAUMa