Pedro Freitas A décima maioria seguida não surpreende ninguém. No provável derradeiro mandato de Jardim, este terá a oportunidade de limpar a má imagem deixada nas últimas semanas junto dos madeirenses. Será então o momento do "mesmo de sempre" cumprir as promessas de não sujeição a todas as medidas que nos forem impostas e, desse modo, dar por encerrado um longo ciclo de governação com chave de ouro. E é precisamente na última página do seu percurso que começa a minha inquietação. O fim de um ciclo obriga ao planeamento de outro. E, agora que o Sporting já provou que o projecto da continuidade não funciona, será altura dos madeirenses encararem as juventudes partidárias de uma forma mais séria e crítica porque um dia, infelizmente, a nossa ilha estará nas suas mãos. Digo infelizmente porque, para quem ainda não sabe, a JSD-Madeira presidida por um tal de José Pedro Pereira, parece ter encontrado inspiração para os tempos que se avizinham nos estádios de futebol. Desde cânticos insultuosos ("Filhos da puta olé!") a very lights, tudo parece valer no já habitual bate-boca entre políticos e respectivos protótipos. Quando oiço falar na JSD-M, quase que inconscientemente, vem-me à cabeça a imagem de centenas de "macaquinhos" (para não parecer ofensivo) à bulha por uma mão de comida. Ao tentar defini-los, não consigo deixar com que se me escape a palavra "vândalos". E, quando imagino um futuro com estas laranjinhas podres no poder, fecho os olhos, deixo o dedo indicador cair num qualquer ponto do atlas e penso "é para lá que vou". Agora que a minha imaginação saiu do zoo, pergunto-me pelas restantes jotas. E, por incrível que pareça, a dúvida com que frequentemente me deparo é esta, "Será que existem mesmo outras jotas na Madeira?". O planeta dos macacos não pode, nem irá, jamais sair do cinema. Os vultos não podem, nem irão, ganhar eleições. A Madeira precisa urgentemente de NOVAS alternativas SÉRIAS e SENSATAS!