Há que aproveitar as oportunidades conjugando-as com as nossas potencialidades. Um dos problemas que presentemente nos deixa maiores preocupações é sem dúvida alguma o desemprego, que se traduz na RAM, em cerca de 15.000 cidadãos que procuram inserir-se no mercado de trabalho. É de facto uma situação que influencia de uma forma negativa a estabilidade social, pondo em causa a sustentabilidade da vida de muitas famílias, em alguns casos de forma dramática, estando na génese de alguns fenómenos de marginalidade e exclusão. Apesar de existir todo um conjunto de apoios, que vão desde o Subsídio de Desemprego, Estágios, Formação Profissional, Programas Ocupacionais, Incentivos ao Empreendedorismo, Fomento à Criação de Postos de Trabalho, entre outros, é fundamental que estes instrumentos não sejam meros paliativos, mas sim formas efectivas de incentivar os agentes económicos e os próprios trabalhadores a se reinserirem no mercado de trabalho ou a se inserirem para aqueles que procuram o 1º emprego. Naturalmente que estas políticas/medidas de emprego só poderão ser consistentes e sustentáveis no contexto de uma política de desenvolvimento que seja capaz de promover emprego, através de um crescimento económico que seja reflexo de uma Economia alicerçada em pilares ajustados à nossa realidade e às potencialidades que, inequivocamente, possuímos. É esta estruturação da economia que constitui o grande desafio que a Região tem pela frente, o que passa sempre pelo turismo como o seu sector vital. Precisamos, fundamentalmente, de torná-lo estruturalmente competitivo e capaz de gerar efeitos colaterais que sejam benéficos ao incremento de outras actividades.O passado recente, onde o desemprego foi mais ou menos residual, já não pode ser transposto para o presente. Na realidade se fizermos uma análise aos últimos 50 anos, tivemos dois fenómenos marcantes: Nos anos 50, 60 e 70, a emigração foi determinante para esbater o desemprego, além de que, a Agricultura ainda detinha uma grande importância no contexto da estrutura de emprego; nos anos 80, 90 e início do século 21, foi um período marcado, principalmente, pela construção das grandes infraestruturas públicas que proporcionaram largos milhares de postos de trabalho, especialmente no sector da Construção Civil.Obviamente que estas situações, se bem que por razões diferentes, já não poderão ter a influência que tiveram no passado, apesar de que, a emigração, em termos de futuro, poderá constituir uma alternativa em moldes muito diferentes do que era no passado. Agora mais do que nunca, requerem-se qualificações e competências que permitam a essas pessoas colmatar carências em alguns países.Reconheça-se que o actual quadro não é fácil, exige políticas e medidas muito mais difíceis de serem tomadas e não será uma situação conjuntural que permitirá 'disfarçar' a realidade, apesar da tendência de aproveitar estes contextos para se criarem efemeridades que normalmente, e em termos de computo geral, são negativas. Independentemente das enormes complexidades que encontraremos, o cenário é claro, e é inequívoco o rumo que teremos que seguir.'O Futuro já é o Presente' e há um novo ciclo que já se iniciou e há que aproveitar as oportunidades conjugando-as com as nossas potencialidades, minimizando-se os constrangimentos que caracterizam estas situações de transição, num processo estruturante, proporcionador de crescimento económico e emprego.O Desemprego que se regista na Região é um reflexo e um exemplo paradigmático de um final de ciclo. A História repete-se...Sílvio Costa
Há que aproveitar as oportunidades conjugando-as com as nossas potencialidades.
Um dos problemas que presentemente nos deixa maiores preocupações é sem dúvida alguma o desemprego, que se traduz na RAM, em cerca de 15.000 cidadãos que procuram inserir-se no mercado de trabalho. É de facto uma situação que influencia de uma forma negativa a estabilidade social, pondo em causa a sustentabilidade da vida de muitas famílias, em alguns casos de forma dramática, estando na génese de alguns fenómenos de marginalidade e exclusão. Apesar de existir todo um conjunto de apoios, que vão desde o Subsídio de Desemprego, Estágios, Formação Profissional, Programas Ocupacionais, Incentivos ao Empreendedorismo, Fomento à Criação de Postos de Trabalho, entre outros, é fundamental que estes instrumentos não sejam meros paliativos, mas sim formas efectivas de incentivar os agentes económicos e os próprios trabalhadores a se reinserirem no mercado de trabalho ou a se inserirem para aqueles que procuram o 1º emprego. Naturalmente que estas políticas/medidas de emprego só poderão ser consistentes e sustentáveis no contexto de uma política de desenvolvimento que seja capaz de promover emprego, através de um crescimento económico que seja reflexo de uma Economia alicerçada em pilares ajustados à nossa realidade e às potencialidades que, inequivocamente, possuímos. É esta estruturação da economia que constitui o grande desafio que a Região tem pela frente, o que passa sempre pelo turismo como o seu sector vital. Precisamos, fundamentalmente, de torná-lo estruturalmente competitivo e capaz de gerar efeitos colaterais que sejam benéficos ao incremento de outras actividades.O passado recente, onde o desemprego foi mais ou menos residual, já não pode ser transposto para o presente. Na realidade se fizermos uma análise aos últimos 50 anos, tivemos dois fenómenos marcantes: Nos anos 50, 60 e 70, a emigração foi determinante para esbater o desemprego, além de que, a Agricultura ainda detinha uma grande importância no contexto da estrutura de emprego; nos anos 80, 90 e início do século 21, foi um período marcado, principalmente, pela construção das grandes infraestruturas públicas que proporcionaram largos milhares de postos de trabalho, especialmente no sector da Construção Civil.Obviamente que estas situações, se bem que por razões diferentes, já não poderão ter a influência que tiveram no passado, apesar de que, a emigração, em termos de futuro, poderá constituir uma alternativa em moldes muito diferentes do que era no passado. Agora mais do que nunca, requerem-se qualificações e competências que permitam a essas pessoas colmatar carências em alguns países.Reconheça-se que o actual quadro não é fácil, exige políticas e medidas muito mais difíceis de serem tomadas e não será uma situação conjuntural que permitirá 'disfarçar' a realidade, apesar da tendência de aproveitar estes contextos para se criarem efemeridades que normalmente, e em termos de computo geral, são negativas. Independentemente das enormes complexidades que encontraremos, o cenário é claro, e é inequívoco o rumo que teremos que seguir.'O Futuro já é o Presente' e há um novo ciclo que já se iniciou e há que aproveitar as oportunidades conjugando-as com as nossas potencialidades, minimizando-se os constrangimentos que caracterizam estas situações de transição, num processo estruturante, proporcionador de crescimento económico e emprego.O Desemprego que se regista na Região é um reflexo e um exemplo paradigmático de um final de ciclo. A História repete-se...Sílvio Costa