O Governo Regional chamou ontem os dois clubes da I Liga de futebol. Em causa está a clarificação das circunstâncias de utilização do Estádio da Madeira para o(s) jogo(s) de acesso à Liga Europa, no início da próxima época desportiva.Com o Estádio dos Barreiros em obras, o Marítimo indicou à UEFA o complexo desportivo do seu rival como alternativa. Em circunstâncias normais, o caso nada teria de extraordinário, para mais tratando-se de duas instituições que, nas últimas décadas, nada fizeram sem a 'benção' financeira do Governo. Ou seja, nem Marítimo nem Nacional 'têm' ou 'deixam de ter' um estádio; por mera disponibilidade para caprichos clubísticos dispendiosos, a Região atribuiu um estádio a cada um. Aí está o 'resultado': caprichos geram caprichos, com os contornos que são públicos. E agora chegamos a este cúmulo inevitável: o governo precisa de chamar os clubes à razão para decidir algo que os seus dirigentes deveriam ter sabido resolver. Os 'donos da bola' adoram estas cenas. O povo, e os contribuintes, talvez não!.Duas linhas