A Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal,
lançou hoje o desafio de avançar com a candidatura do Bordado Madeira a
Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, defendendo que esta arte
secular reúne um valor histórico, cultural e identitário que justifica o
reconhecimento e a proteção internacional.
O desafio foi lançado durante a sessão em que a Assembleia
Legislativa da Madeira, na qualidade de Embaixadora do Bordado Madeira, acolheu
uma Instalação Artística dedicada a uma das mais emblemáticas expressões do
artesanato regional.
Rubina Leal enalteceu o trabalho das mais de 600 bordadeiras que
actualmente mantêm viva esta tradição, destacando um saber transmitido entre
gerações e profundamente ligado à história da Madeira. "Com raízes que remontam
ao povoamento da ilha, o Bordado Madeira representa uma parte indissociável da
cultura, da identidade e do património imaterial madeirense".
A Presidente lembrou ainda a ligação histórica do Parlamento
madeirense à defesa deste património. Em 1977, o primeiro diploma da Assembleia
Legislativa criou o Instituto do Bordado, Tapeçarias e Artesanato da Madeira,
evidenciando, desde o início da Autonomia, a importância atribuída à
preservação, valorização e promoção do artesanato.
A instalação agora acolhida no Parlamento constitui também uma
homenagem às bordadeiras e ao seu trabalho, reafirmando a importância de
preservar este legado e de criar condições para que continue a ser transmitido
às novas gerações. A candidatura à UNESCO representaria, neste percurso, um
novo passo na valorização e projeção internacional de um património que é
profundamente madeirense.

