A Nova Direita questiona a gestão operacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) na ocorrência do acidente que provocou a morte de um motociclista, na madrugada de sábado, na Estrada da Liberdade, no Funchal, e exige esclarecimentos sobre a reorganização da Brigada de Acidentes.

Segundo o partido, em nota divulgada esta manhã que cita informações que lhe terão sido transmitidas por profissionais da PSP, foram mobilizadas três viaturas policiais para o local do acidente, mas estas não dispunham do material de trânsito necessário para assegurar a ocorrência. Uma das viaturas terá tido de se deslocar à Esquadra do Funchal para recolher esse material.

O acidente ocorreu no sentido ascendente da Estrada da Liberdade e envolveu um motociclista na faixa etária dos 20 anos, que morreu na sequência de um despiste. Segundo o DIÁRIO, o embate foi violento e provocou a morte imediata. A PSP esteve no local e o Ministério Público determinou a realização de uma autópsia.

Perante os relatos que recebeu, Paulo Azevedo, coordenador para a Região Autónoma da Madeira, diz que cabe à Nova Direita questionar se a situação estará relacionada com a decisão do Comando Regional de alterar ou reorganizar a Brigada de Acidentes do Funchal. O partido exige saber quem tomou essa decisão, qual a fundamentação operacional e que avaliação de risco terá sido realizada.

A formação política pergunta ainda quantos agentes e meios estavam anteriormente afectos à Brigada de Acidentes, quais os meios que actualmente asseguram este tipo de ocorrências e por que motivo uma operação desta natureza terá ficado dependente da deslocação de uma viatura a uma esquadra para recolha de equipamento.

Paulo Azevedo questiona também o impacto da mobilização dos agentes na restante actividade policial no Funchal, tendo em conta que o acidente ocorreu durante a madrugada de um fim-de-semana, período em que a PSP assegura em simultâneo o policiamento de zonas de diversão nocturna e a resposta a outras ocorrências.

O coordenador da Nova Direita para a Madeira sublinha, contudo, que a crítica do partido não é dirigida aos agentes que estiveram no terreno. Segundo o responsável, os profissionais fizeram o que estava ao seu alcance com os meios disponíveis, estando em causa, na perspectiva da estrutura partidária, as decisões relativas à organização do dispositivo policial.

Paulo Azevedo afirma ainda que continua a aguardar a marcação de uma reunião solicitada ao Comando Regional da PSP, na qual pretende obter esclarecimentos sobre esta e outras questões relacionadas com o policiamento e a segurança no Funchal.

A Nova Direita pretende que o Comando Regional esclareça publicamente se foi tomada alguma decisão para terminar, alterar ou reorganizar a Brigada de Acidentes do Funchal e, em caso afirmativo, quais as razões que estiveram na sua origem.

O partido sustenta que a organização dos meios policiais deve garantir capacidade de resposta a ocorrências graves e pede esclarecimentos sobre o dispositivo actualmente disponível para a sinistralidade rodoviária no concelho.