A
concelhia do Chega em Machico veio a público, esta terça-feira, declarar-se
solidária com os pescadores depois da apreensão de pescado no Caniçal por parte
da Autoridade Marítima e pediu que o peixe seja entregue de volta ao armador,
que entende ter sido alvo de uma apreensão injusta.

O
partido também aponta críticas ao momento escolhido para a operação, que
ocorreu na semana da Festa de Nossa Senhora da Piedade, classificando-o como
“de péssimo gosto” tendo em conta o peso que essa celebração tem para a
comunidade piscatória local.

Através
de comunicado, Liliana Teixeira, líder da concelhia, deixou definida a posição
do partido:

“O Chega
não anda na corda bamba, nem joga a dar uma no cravo e outra na ferradura. A
nossa posição é absolutamente clara! Estamos com os pescadores. Estamos com
aqueles que trabalham, que enfrentam o mar e que sustentam as suas famílias
através da pesca. Quando entendemos que uma apreensão é errada, não procuramos
desculpas nem temos medo de o dizer”.
— Liliana Teixeira

A
responsável sustenta que a devolução do pescado ao armador é uma exigência
simples e justa: “Estamos aqui para defender aquilo em que acreditamos, que é
que o pescado seja devolvido ao armador. É tão simples quanto isso. Não podemos
aceitar que quem trabalha seja prejudicado por uma decisão que consideramos
errada e que depois todos assobiem para o lado à espera que o problema
desapareça”.

Liliana
Teixeira apela também a uma alteração na forma como as entidades públicas se
relacionam com o sector da pesca.

“No Caniçal sabemos muito bem aquilo que o
mar representa. Há gerações de famílias que fizeram e continuam a fazer a sua
vida na pesca. São pessoas trabalhadoras, conhecedoras do mar e que não pedem
privilégios. Pedem respeito, justiça e condições para trabalhar. É ao lado
dessas pessoas que o Chega está e continuará a estar”.
— Liliana Teixeira