O sector
dos rent-a-car na Região registou um desempenho positivo no segundo trimestre
de 2026. Segundo os dados provisórios divulgados pela Direcção Regional de
Estatística da Madeira, apurados no âmbito do Inquérito Trimestral às Empresas
de Aluguer de Veículos da RAM, os proveitos totais das empresas do sector
subiram 7,1% em termos homólogos, atingindo os 33,2 milhões de euros. O serviço
base de aluguer representou a maior fatia desta facturação, garantindo 26,6
milhões de euros, enquanto os restantes proveitos somaram 6,6 milhões. No
acumulado dos primeiros seis meses do ano, os rendimentos globais subiram 5,8%,
alcançando os 50,8 milhões de euros.
Entre
Abril e Junho de 2026, foram celebrados 124.750 contratos de aluguer, o que se
traduz num crescimento homólogo de 2,6%. O Aeroporto da Madeira manteve-se como
o principal ponto de recolha das viaturas, concentrando 61,6% das operações e
registando uma subida de 9,8%. Em sentido inverso, a procura directa nos
estabelecimentos das empresas caiu para 31% do total e as entregas nos hotéis
recuaram para 7,5%. Apesar do bom desempenho do trimestre, o balanço do
primeiro semestre contabilizou 213.835 contratos, valor que representa um
ligeiro decréscimo de 0,7% face ao mesmo período do ano anterior.
Quanto
à duração média da utilização, os automóveis ligeiros de passageiros fixaram-se
nos 6 dias, enquanto os motociclos caíram para 2,7 dias e as autocaravanas
subiram para 6,9 dias. No final de Junho, a frota total disponível para aluguer
era composta por 14.025 veículos, mais 5,8% do que no ano passado. A esmagadora
maioria continuou a ser constituída por automóveis ligeiros de passageiros,
representando 97,6% do total, ao passo que os motociclos e as autocaravanas
garantiram 2,4% e 0,1%, respectivamente. Embora os motores a gasolina mantenham
o predomínio absoluto da frota com 77,3%, seguidos do diesel com 12,7%, os
dados revelam um forte crescimento das opções mais sustentáveis, com os
veículos híbridos a representarem 8,4% da frota após um disparo homólogo de
60,1%, e os eléctricos a chegarem aos 1,6% do total com uma subida de 17,1%.
No
capítulo dos clientes, a Alemanha consolidou a posição de principal mercado
emissor ao representar 20,9% do total de utilizadores, superando Portugal que
ocupou o segundo lugar com 19,2%. O grupo dos sete maiores mercados ficou
completo com a França, o Reino Unido, a Polónia, os Países Baixos e Espanha. Em
conjunto, estes países concentraram 81,1% dos clientes no segundo trimestre e
79,8% no acumulado da primeira metade do ano, reforçando a forte dependência do
sector face aos turistas oriundos destas origens.

