Os alunos colocados na
Universidade da Madeira (UMa) no âmbito do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior poderão realizar a sua matrícula a partir das 14 horas de
segunda-feira, dia 24, e até 27 de Agosto. O procedimento será feito
exclusivamente online.
A UMa já disponibiliza no seu
site a informação relativa ao processo de matrícula e à documentação
necessária. Em declarações ao DIÁRIO, Eduardo Marques aconselha os novos estudantes a consultarem
previamente essas informações e a prepararem a documentação, de modo a tornar o
processo mais simples.
O vice-reitor deixou ainda uma
mensagem de boas-vindas aos novos estudantes: "Parabéns e bem-vindos já aos
novos alunos que vêm para a Universidade da Madeira".
14 cursos com lotação completa
Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, a UMa viu serem preenchidas 598 das 714 vagas que disponibilizava, resultados considerados como "muito positivos", evidenciando uma melhoria significativa face a 2025. O
balanço é feito pelo vice-reitor para os Assuntos Académicos, Eduardo Marques,
que destaca o preenchimento integral de 14 cursos.
"Estamos razoavelmente
satisfeitos. Foi uma melhoria bastante grande relativamente a 2025", afirmou, salientando que, além das 598 vagas preenchidas, a
universidade tem ainda oito cursos com um total de 120 vagas disponíveis para a
segunda fase de acesso.
Entre os resultados que mais se
destacam está o curso de Direcção e Gestão Hoteleira, que passou de 12 vagas
preenchidas no ano passado para 36 este ano, ficando com a totalidade das vagas
ocupadas. Já a procura pelas áreas das Engenharias ficou aquém das expectativas
da UMa, situação que Eduardo Marques enquadra numa tendência também verificada
a nível nacional.
"As áreas das Ciências e
Engenharias, a nível nacional, ficaram com mais vagas por preencher", explica o
vice-reitor, considerando que a UMa está "alinhada com o que se passa no resto
do país". Em particular, Engenharia Biomédica e Engenharia Física Computacional
registaram resultados "um bocadinho abaixo" das expectativas da instituição. A
universidade vai agora aguardar pelas segunda e terceira fases para perceber
como encerrará a ocupação destes cursos.
Médias de acesso sobem
Eduardo Marques associa parte da
recuperação registada este ano às alterações introduzidas nas provas de acesso
ao ensino superior. A redução do número de provas obrigatórias, que passou de duas
em todos os cursos para, em muitos casos, apenas uma, terá contribuído para
simplificar o acesso e para aumentar o número de candidatos.
"Este ano houve essa recuperação
e talvez mais algum acumulado de alunos que no ano passado não entraram",
refere. Apesar de as médias das provas se terem mantido sensivelmente estáveis,
as médias de acesso à UMa subiram, com mais de oito cursos a registarem médias
superiores a 14 valores.
O responsável considera este
indicador particularmente positivo, por demonstrar que a universidade está a
receber alunos com resultados elevados. Ainda assim, a instituição não dispõe, por
agora, da média mais alta de entrada.
Cinco entradas através de
vagas adicionais
A diferença entre os números
divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) em diferentes canais explica-se,
segundo o vice-reitor, pela existência de outros regimes de acesso e de vagas
adicionais.
Eduardo Marques confirma que,
além das 593 colocações do contingente geral, que o DIÁRIO havia noticiado, houve cinco alunos que entraram
através de vagas adicionais, o que explica parte da discrepância entre os
diferentes números disponibilizados. Estas situações podem resultar de regimes
especiais, como o destinado a atletas de alta competição ou diplomatas, bem
como de reclamações que venham a determinar a criação de vagas extraordinárias. "Essas vagas extras são sempre criadas pelo Ministério. Nós essa parte não
vemos", esclarece.

