O Green Key vai mudar, os critérios em vigor serão
alterados, bem como os processos de avaliação, uma mudança a partir do dia 1 de
Outubro que incluirá ainda a entrada de uma entidade avaliadora externa, ainda
em fase de selecção. A partir deste ano, com impacto nos galardoados de 2027, o
programa será mais criterioso e mais uniforme, no sentido de tornar mais
transversal entre as diferentes coordenações nacionais e alinhar-se com algumas
directivas europeias e internacionais que vão entrar em vigor, revelou a
coordenadora nacional do Grren Key, Maria Archer.
O Green Key é um programa internacional presente em outros
países, vai passar a contar com uma revisão por um auditor externo e por uma
entidade certificadora externa, o que significa na prática, explicou a
responsável, que “vai envolver mais entidades no processo de decisão da
atribuição do certificado”.
À pergunta se vai tornar-se mais difícil obter o
certificado, responde que “de certa forma mais caro”. E continua: “Os
critérios, como se vão alterar, também vão ter alguma exigência diferente, o
propósito deste programa é acima de tudo, a melhoria contínua e isso também faz
parte de que nós integremos esse mesmo princípio na nossa forma de trabalhar”.
A entidade está a ser negociada a nível internacional.
O Green Key foi criado em 2006, os primeiros resultados
saíram em 2007. Trata-se de um prémio que reconhece e incentiva as boas
práticas ambientais, abrange várias áreas, desde a eficiência dos recursos, a
contribuição para a comunidade local, actividades de educação ambiental e
informação de sustentabilidade, num conjunto de mais de centena e meia de
critérios que integram para cada unidade um plano de ação para melhoria contínua,
explicou Maria Archer, coordenadora nacional do programa que dá nome ao prémio.
A partir do próximo ano a fasquia vai subir com a entrada de uma entidade de
avaliação externa. A cerimónia da 20.ª edição realizou-se ontem, na Quinta
Magnólia, tendo estado presentes representantes de quase todos os grupos e
unidades galardoadas, incluindo do continente.
Com o aumento da pressão no mercado, a sustentabilidade
passa a ser agora um factor de competitividade no sector, defendeu. O
crescimento da procura pelo sector turístico é bom. A questão é contribuir de
forma positiva, sublinhou. “O turismo pode ter um impacto negativo muito grande
e, obviamente, não vamos dizer que é sempre um impacto neutro, mas pode ter um
impacto positivo nas comunidades, pode ter um impacto positivo junto dos
clientes”.
O trabalho passa por envolver clientes e colaboradores em
várias áreas, dos consumos à gestão do lixo. O Turismo, acredita, pode ter um
impacto positivo, pode mitigar o impacto negativo que tem a nível dos recursos
para, então, criar valor acrescentado na comunidade e para o desenvolvimento
sustentável daquela localidade.
A coordenadora nacional admite que há turismo a mais em
alguns destinos. “Haver muitos turistas não é uma coisa pessimamente negativa,
mas é importante transmitir uma mensagem para o turista que a vinda dele tem
algum impacto e que ele pode reduzir e pode ter um turismo responsável”.

