Os vereadores eleitos
pela Coligação Mais Santa Cruz consideram que a aprovação da Declaração de
Carência Habitacional hoje deliberada em reunião da vereação da Câmara
Municipal não é apenas um ato administrativo — é, acima de tudo, "uma admissão
clara do falhanço da gestão da JPP na resposta a um dos problemas mais graves
que afecta o concelho".
Dizem ainda que "depois de anos de
inacção (a última aposta da autarquia na construção de habitação ocorreu durante
o mandato de Savino Correia), a maioria assume agora aquilo que as famílias já
sentem há muito: a autarquia não foi capaz de dar resposta à crise habitacional".
“Este falhanço
torna-se ainda mais grave quando recordamos que, nos últimos anos, a Câmara
dispôs de saldos de gerência superiores a 10 milhões de euros e teve ao seu
alcance instrumentos fundamentais, como a revisão do PDM que se arrasta desde
2019 ou a possibilidade de recurso ao programa '1.º Direito' que permitiriam
dar mais e melhor resposta às carências habitacionais do concelho”, lembram os
vereadores.
Apesar disso, acrescentam, "a Câmara
JPP falhou em momentos decisivos e deixou escapar a oportunidade de aceder a
financiamento essencial para apoiar quem mais precisa e as consequências estão
hoje à vista: enquanto Santa Cruz ficou para trás, outros concelhos da Região
avançaram”.
Vereação que sublinha
que "a situação só não é mais grave porque o Governo Regional tem dado um sinal
claro de compromisso com as famílias de Santa Cruz, investindo na construção de
habitação no concelho". Em 2025, refere, "foram inaugurados 84 fogos e está agora em curso
um novo investimento de 23 milhões de euros para a construção de mais 70
habitações no nosso município".
"O contraste é evidente
e não pode ser ignorado. É tempo do município assumir responsabilidades, mudar
de rumo e colocar, finalmente, a habitação no centro das prioridades, pois o
concelho não pode continuar a pagar o preço da falta de visão e da incapacidade
de agir por parte da gestão JPP", concluem.

