O
PS-Madeira exige que o Governo Regional revele, publicamente, as
fundamentações técnicas que conduziram à definição do novo preço-base do
concurso para a terceira fase da obra do Hospital Central e Universitário da
Madeira.

Depois
de o anterior concurso, lançado em Agosto de 2025 por 265 milhões de euros
(menos 55 milhões do que a estimativa que o Governo tinha há mais de um ano,
na ordem dos 320 milhões de euros), não ter registado quaisquer empresas
interessadas, o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas
anunciou, hoje, que o novo concurso será lançado por 415 milhões de euros, um
aumento de 150 milhões em dez meses.

Em comunicado, o partido afirma que perante estes novos desenvolvimentos, a presidente do PS-M exige saber as razões
que levaram a que, no espaço de menos de um ano, o preço-base do procedimento
tenha aumentado quase 57%. “Em Agosto do ano passado, o Governo lançou o
concurso por 265 milhões de euros. Como é que, passados apenas 10 meses, o
procedimento tem agora um preço-base de mais 150 milhões de euros?”,
questiona Célia Pessegueiro, adiantando que o PS vai
solicitar, via Assembleia Legislativa, a fundamentação técnica que levou ao
apuramento deste novo valor.

“Queremos
que o Governo explique, em detalhe, o aumento do preço-base do concurso”,
sublinha a líder dos socialistas, salientando que em causa está a "maior obra
deste século" na Região e que a mesma tem de ser alvo de um apertado
escrutínio, coisa que, até agora, o Executivo não tem permitido à Assembleia
Legislativa, apesar de estar obrigado a fazê-lo.

Célia
Pessegueiro recorda que o PS pediu, no passado dia 3 de Junho, explicações à
Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas. No entanto, o requerimento
entregue pelo Grupo Parlamentar, há já 23 dias, solicitando acesso à
documentação sobre o procedimento da terceira fase da empreitada do Hospital,
não obteve qualquer resposta, apesar da obrigatoriedade legal. “Se antes já
se justificava um pedido de esclarecimentos, agora, com este aumento
exponencial do valor do concurso, as explicações tornam-se obrigatórias”,
reforça a socialista.

A
isto acrescem as dúvidas quanto ao valor da comparticipação que deverá ser
assegurado pelo Governo da República. Se, ainda antes de ser conhecido este
novo valor, as incertezas já se faziam sentir, agora, as suspeitas são ainda
maiores.

“O
Governo Regional já tem alguma garantia de que o Governo da República irá
comparticipar esta terceira fase com 207,5 milhões de euros?”, pergunta Célia
Pessegueiro.