O Serviço de Saúde da Região (SESARAM) homenageou esta segunda-feira os dadores de sangue da Região. Numa cerimónia que se associou ao Dia Mundial do Dador de Sangue, o SESARAM entregou diplomas e medalhas a quem completou 10, 20, 40, 60 e 100 dádivas.

Neste último patamar foram oito os distinguidos, que receberam das mãos da secretária regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Freitas, o reconhecimento em forma de medalha.

Foi o caso de José Alberto Abreu que, aos jornalistas, recordou que começou a doar sangue para ajudar um colega de trabalho que enfrentava problemas de saúde. O que começou como um gesto de solidariedade transformou-se num compromisso que mantém há décadas. "É uma forma de ajudar os outros", resumiu.

Carlos Vasconcelos somou 60 dádivas. 
Carlos Vasconcelos somou 60 dádivas., Foto ML

Também Carlos Vasconcelos, distinguido pelas suas mais de 60 dádivas, destacou a simplicidade do processo e a importância de responder às necessidades dos doentes. "É um gesto tão nobre e tão simples. Não custa nada e há sempre alguém a precisar", afirmou, apelando à participação de novos voluntários.

Para Isabel Teixeira de Castro, dadora desde os 18 anos, a sensibilização para a dádiva começou em casa, através do exemplo da mãe. Actualmente, enquanto psicóloga no Serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça, testemunha diariamente a importância das transfusões. "Dar sangue é dar vida", sublinhou.

 Isabel Teixeira de Castro é dadora deste os 18 anos. 
Isabel Teixeira de Castro é dadora deste os 18 anos., Foto ML

Quem também apelou à dádiva foi Maria Nazaré Oliveira, que começou a doar depois de uma familiar necessitar de receber sangue. Convencida da importância deste contributo, defende que todas as pessoas saudáveis devem considerar tornar-se dadoras. "Há muitas pessoas que precisam de sangue. Devemos contribuir porque podemos ajudar a salvar vidas", afirmou.

Maria Nazaré Oliveira começou a doar depois de uma familiar necessitar de receber sangue.
Maria Nazaré Oliveira começou a doar depois de uma familiar necessitar de receber sangue., Foto ML

Com a convicção que de que ao doar sangue estão a contribuir para o bem-estar de outras pessoas, os testemunhos ouvidos esta tarde no Madeira Tecnopolo reflectem o espírito da iniciativa de cada um, transformando um gesto voluntário de solidariedade numa resposta concreta às necessidades de quem depende diariamente das reservas de sangue para tratamentos e situações de emergência.