O Partido Trabalhista Português (PTP), através do seu dirigente José Manuel
Coelho, veio "pedir a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito
na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira para escrutinar os
contratos e investimentos realizados pela Empresa de Electricidade da
Madeira (EEM) nas últimas décadas".

Para o PTP, "a recente polémica sobre o prolongamento do contrato de 161
milhões de euros para a compra de energia produzida a fuelóleo até 2030 ao
Grupo Sousa é apenas a "ponta do iceberg" de uma gestão que tem de
ser escrutinado".

Em nota à imprensa, José Manuel Coelho aponta que "a factura da luz na Região é um
pesado fardo para as famílias, inflacionada por decisões políticas e
negócios que carecem de transparência",

Diz ainda que "a EEM serve mais os interesses
de grupos económicos e "amigos do regime" do que o bolso dos
contribuintes madeirenses, denunciam os trabalhistas".

O PTP recorda investimentos que considera "verdadeiros
buracos negros financeiros, nomeadamente o caso da fábrica de algas
do Porto Santo, um projecto que custou milhões ao erário público e que
acaba agora desmantelado sem proveito para a população, servindo apenas
como exemplo de má gestão de fundos públicos e da EEM".

Além disso, o partido pretende que "a Comissão de Inquérito investigue as
ligações e consultorias externas, lembrando os episódios que envolveram
figuras mediáticas da política nacional, como é o caso de Marques Mendes e das
fotovoltaicas no Canical e Porto Santo".

"É preciso saber quem ganhou, quanto ganhou e por que razão
os madeirenses continuam a pagar uma das energias mais caras do país para
sustentar estes negócios", reforça o dirigente do PTP.