Pedro Amaral Frazão é o novo presidente da Direcção da
Comunidade Portuária de Lisboa, sucedendo a Rui Raposo, após decisão confirmada
em assembleia geral realizada na semana passada.
A mudança de liderança foi formalizada no encontro dos
membros da comunidade portuária, que definiram a nova composição dos órgãos
sociais para o próximo mandato, num momento em que o sector enfrenta desafios
crescentes ligados à competitividade, modernização e sustentabilidade.
Com Pedro Amaral Frazão à frente da Direcção, mantém-se a
actual estrutura representativa, integrando elementos da AATFL – Associação dos
Armadores de Tráfego Fluvial Local, da AGEPOR – Associação dos Agentes de
Navegação de Portugal, da ANECAP – Associação Nacional de Empresas de Estiva
Concessionárias de Áreas Portuárias e da APAT – Associação dos Transitários de
Portugal.
A continuidade desta base institucional reflecte a intenção
de assegurar estabilidade e reforçar a articulação entre os diversos agentes do
sector marítimo-portuário, num contexto de crescente exigência operacional e
estratégica.
A nova liderança assume funções com o desafio de consolidar
o papel do Porto de Lisboa enquanto activo estratégico para a economia
nacional, num cenário marcado pela necessidade de maior eficiência logística,
digitalização de processos e adaptação às metas de transição energética.
A Comunidade Portuária de Lisboa é uma associação privada que reúne os principais intervenientes do sector portuário na área do Porto de Lisboa e do estuário do Tejo, com o objectivo de coordenar interesses, melhorar procedimentos e promover as capacidades logísticas do porto.
Embora não tenha funções de autoridade pública, desempenha um papel relevante ao representar os agentes do sector, participar em processos de simplificação administrativa e ser ouvida em matérias regulatórias. Entre os seus objectivos estão o desenvolvimento do porto, a eficiência operacional, a melhoria de infra-estruturas e acessos e a promoção do transporte intermodal.
A associação também actua na promoção internacional do Porto de Lisboa, ainda que o seu impacto directo não esteja quantificado. O peso económico reflecte-se sobretudo nos indicadores da actividade portuária, como carga movimentada, contentores e passageiros.

