O Subsídio Social de Mobilidade (SSM) foi um dos temas centrais na audição a Miguel Pinto Luz na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, tal como o DIÁRIO já noticiou na manhã desta quarta-feira.
Foi nessa ocasião que Emanuel Câmara, deputado socialista eleito à Assembleia da República pelo círculo da Madeira, pediu ao ministro das Infraestruturas e Habitação que não fosse "anti-autonomista", reivindicando uma correcção urgente das injustiças do modelo de Subsídio Social de Mobilidade, indo ao encontro do que dizia serem as pretensões dos portugueses das ilhas.
O parlamentar madeirense fez questão de frisar que as alterações introduzidas são inaceitáveis e constituem "um atentado à
inteligência e aos bolsos" dos madeirenses e açorianos. "Estava o País a cantar as Janeiras e as Regiões
Autónomas a cantar os Reis, e o bolo-rei que o Governo da República mandou para
as Regiões estava cheio de favas", apontou, em tom irónico, sublinhando a necessidade de acabar com a obrigatoriedade de
declaração de inexistência de dívidas ao Estado, de pôr fim ao tecto de 200
euros por trajecto e de alterar a plataforma electrónica que só tem vindo a
complicar a vida aos cidadãos, conforme refere uma nota de imprensa remetida às redacções.
Na opinião de Emanuel Câmara, o actual Governo da República, suportado pela AD, que junta PSD e CDS, fica na história como o segundo que retira direitos aos madeirenses e
porto-santenses. "Depois do de Passos Coelho, é este Governo que tira direitos
adquiridos", reforçou.

