Trump prometeu acabar com as guerras. Era quase bíblico: chegaria, levantaria a mão e os conflitos desapareceriam como o Mar Vermelho diante de Moisés. A realidade, porém, tem sido mais modesta: não acabou nenhuma. Em compensação, inaugurou algumas distracções novas, porque na política moderna o essencial não é resolver problemas — é mudar de assunto a tempo. Antes disso, fez a sua tradicional romaria ao Médio Oriente, onde entre negócios, fotografias e luxos orientais até recebeu um avião. Nada de estranho: há quem receba medalhas, Trump recebe aviões. É uma espécie de upgrade diplomático — outros ganham lembranças de porcelana, ele sai com um Boeing. Diplomacia “low cost” para quem oferece o avião.