O serviço regional de Protecção Civil assinalou, esta manhã, o Dia Internacional da Protecção Civil com o arranque de uma semana recheada de actividades, que decorrem até ao próximo domingo, na Praça do Povo, no Funchal.

A primeira actividade foi dirigida a crianças e famílias, inserida no Parque Educativo que ali decorre.

Segundo a secretária regional de Saúde e Protecção Civil, objectivo passa por reforçar a cultura de prevenção junto da população. “Se é verdade que há uma grande aposta na aquisição de equipamentos e na formação dos bombeiros, também todos nós podemos ser agentes de protecção civil”, afirmou.

Micaela Fonseca de Freitas sublinhou que aproximar a protecção civil das pessoas é uma forma de sensibilizar para a importância da prevenção e da preparação em situações de emergência. “Trazer a protecção civil às pessoas é fazê-las perceber que, em muitos momentos, são também agentes fundamentais”, disse.

Ao longo da semana estão previstas acções de suporte básico de vida, combate a incêndios rurais e urbanos e salvamento em meio marítimo. A titular da pasta destacou que, desde Setembro de 2025, já foram realizadas 153 acções de suporte básico de vida, abrangendo mais de duas mil pessoas.

Confrontada com a existência de apenas duas escolas de cadetes e infantes na Região, em Santana e Câmara de Lobos, a responsável considerou que “faz sempre sentido” alargar este tipo de iniciativas. “A Protecção civil é um ‘bichinho’ que se promove desde criança”, referiu, reconhecendo, contudo, que nem sempre a adesão ao voluntariado corresponde às expectativas.

A governante reforçou ainda a importância das acções de sensibilização para a prevenção de incêndios, numa altura em que se aproxima a época mais quente do ano. “Sem prevenção, por muitos meios que sejam disponibilizados, torna-se sempre mais difícil o combate”, alertou.

A Semana da Protecção Civil pretende, assim, mobilizar a comunidade e reforçar a ideia de que a segurança é uma responsabilidade partilhada.