O vereador do Partido
Socialista na Câmara Municipal do Funchal deixou, hoje, fortes críticas ao
anterior executivo camarário da coligação PSD/CDS, ao qual atribuiu a
responsabilidade do actual estado de "descontrolo" a que chegou o sector do
Alojamento Local (AL) na cidade.

Na reunião da
autarquia desta quinta-feira, Rui Caetano votou favoravelmente a decisão de
prorrogar a suspensão da autorização de novos AL por mais quatro meses,
justificando que tomou esta posição para evitar "um regresso à situação
anterior de total ausência de regulamentação e controlo", mas sublinhando que a
responsabilidade por este impasse é inteiramente do executivo PSD/CDS.

O socialista acusou o
anterior executivo de "negligência, incapacidade e inércia", referindo que "em
quatro anos nada fez e limitou-se a empurrar o problema para a frente, sem
apresentar soluções concretas e sem planear". Rui Caetano recordou que os
vereadores do PS, liderados por Miguel Silva Gouveia, já haviam apresentado
propostas concretas para regularizar, fiscalizar e conter o AL em 2023 e
voltaram a fazê-lo em 2025, mas todas foram chumbadas. "Agora, vão actuar em
cima do problema já em situação de pressão e descontrolado", lamentou.

Na reunião, o
vereador manifestou também o seu protesto em relação ao programa Upgrade –
Turismo Madeira, denunciando o facto de a estratégia redefinida para o Funchal,
entregue pelo secretário regional do Turismo ao presidente da câmara, ser "um
documento vazio, sem quaisquer dados ou medidas operacionais que ajudem
verdadeiramente o município".

Tratou-se de um acto que serviu
apenas para demagogia e propaganda, uma vez que o secretário enganou os
funchalenses ao afirmar que tinha entregado informação relevante quando, na
verdade, não entregou nada. Foi só um 'PowerPoint' com generalidades
— Rui Caetano, vereador do PS

Já
no que respeita ao novo regulamento para os animais de companhia, Rui Caetano
optou pela abstenção, justificando que o documento não prevê uma solução nem
demonstra a intenção de criar um crematório ou um cemitério municipal para
animais de companhia no concelho, conforme propôs o PS. Como apontou,
actualmente, os animais mortos são incinerados na Meia Serra juntamente com o
lixo geral, o que representa uma total falta de dignidade para com os mesmos e
os seus detentores, realidade que este novo regulamento falha em corrigir.