
O resultado não é um projeto, é um sintoma. Um PS exausto, sem chama, sem ideias mobilizadoras, sem ligação real ao país produtivo, à classe média cansada, aos jovens que já nem se dão ao trabalho de ouvir. A esquerda, no seu todo, está moribunda: perdeu linguagem, perdeu causas, perdeu povo. Vive de memórias e de moralismos alguns deles mortos nos locais onde foram governo.
Entretanto, Luís Montenegro aproxima-se do fim como começou: frágil. Nunca foi forte, nunca liderou verdadeiramente, nunca conseguiu criar um eixo político claro. O PSD nacional sem identidade, perde eleitorado por todos os lados — uns fogem para a abstenção, outros para o protesto. E o protesto hoje tem nome.