As insígnias dos 50 anos de Autonomia geraram reparos em surdina. Não porque esteja em causa o valor de quem recebeu, nem os critérios que presidiram às escolhas. Cada nome tem a sua história, o seu contributo e a sua justificação. Ninguém tem nada a provar e seria tremendamente injusto transformar uma homenagem numa competição entre méritos.
Contudo, é inegável que houve alguma estranheza, que nada tem a ver com o habitual factor-surpresa, por sinal confundido com estranho sigilo processual. Olhando para uma lista que pretende assinalar meio século de Autonomia, fica a sensação de que algumas pessoas, sectores e percursos relevantes da vida regional ficaram de fora. Não porque necessariamente devessem estar na lista que faz questão de condecorar todo o povo, nem porque fosse possível nomear individualmente todos os que contribuíram para a Madeira na qual mandam os madeirenses. Mas porque, quando se escolhem 78 nomes que vão simbolizar 50 anos de história, algumas ausências ou omissões também são notadas e dão que pensar.