A XIX Corrida das Mulheres, que decorreu hoje à noite no Funchal no âmbito do Outubro Rosa, juntou cerca de seis mil participantes, a maior adesão de sempre. A prova é organizada pela Associação de Atletismo da Madeira (AAM), em parceria com o Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Ricardo Sousa, presidente do núcleo, destacou a solidariedade dos madeirenses. "Já fazemos esta prova há 19 anos e nunca tivemos tantas pessoas", afirmou, falando num "salto quantitativo, mas, acima de tudo, qualitativo". Reforçou ainda o compromisso de apoiar os doentes oncológicos e as suas famílias, levando "uma palavra de esperança a quem mais precisa".

Egídio Olim, presidente da AAM, recordou que a Corrida das Mulheres é "uma marca" da associação e que era, até há cerca de oito anos, uma prova competitiva. A parceria com a Liga tornou-a solidária. Houve anos em que a participação foi residual, "poucas centenas de pessoas", mas este ano superou todas as expectativas. "Foi de longe a que teve maior participação", disse, notando que muita gente comprou a camisola sem participar na marcha e que as t-shirts continuaram a vender-se depois de a prova terminar.

"Foi apenas e só uma marcha com o intuito da angariação de fundos", frisou Olim, garantindo que a AAM assume os encargos do evento e doa toda a receita ao núcleo regional.

O dirigente lembrou que dentro de três semanas se realiza a corrida dedicada aos homens, em parceria idêntica e com cor azul, associada ao cancro da próstata. Admitiu que ainda é difícil atrair tantos homens para a estrada: "Os homens ainda são envergonhados."

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