Miguel Albuquerque considera que os seguros de saúde são cada vez mais importantes para quem viaja, mas admite que seria difícil tornar obrigatória a sua contratação por parte de todos os turistas que visitam a Madeira.
A posição foi assumida esta terça-feira, durante uma visita à empresa Safe Away, especializada na prestação de cuidados de saúde a turistas, nomeadamente através de assistência médica nas unidades hoteleiras.
Questionado sobre a possibilidade de exigir seguros de saúde aos visitantes, de forma a reduzir a pressão sobre os serviços públicos, o presidente do Governo Regional reconheceu as dificuldades de aplicação de uma medida dessa natureza.
"É difícil impor isso", respondeu Albuquerque, evocando a dimensão da actividade turística regional e a diversidade de companhias aéreas e aeroportos com ligações à Madeira.
Ainda assim, o governante considera que a contratação de seguros de saúde poderá assumir uma importância crescente nas deslocações internacionais.
Segundo Albuquerque, muitos turistas, particularmente os provenientes de países anglo-saxónicos, já viajam habitualmente com seguros que permitem recorrer a serviços privados em caso de doença ou acidente.
A maioria dos turistas, sobretudo os anglo-saxónicos, normalmente viaja com seguros de saúde.
O presidente do Executivo entende que este tipo de resposta pode contribuir para reduzir a procura dos serviços públicos de saúde por parte dos visitantes, sobretudo quando estão em causa situações clínicas que não exigem assistência hospitalar.
Ressalvou, no entanto, que as situações de maior gravidade continuam a exigir a intervenção dos serviços de urgência. Albuquerque destacou igualmente a importância da oferta de cuidados de saúde na escolha dos destinos turísticos, considerando que, sobretudo depois da pandemia de Covid-19, os visitantes atribuem maior atenção à capacidade de resposta dos sistemas de saúde dos locais para onde viajam.
Sobretudo depois da covid, uma pessoa de uma determinada idade, a primeira pergunta que faz muitas vezes quando viaja para um destino é se tem um bom ‘background’ de saúde.
Para o governante, esta preocupação estende-se também aos estrangeiros que procuram a Madeira para residir, sendo a disponibilidade de serviços públicos e privados de saúde um dos factores relevantes na decisão.

