O vereador do CHEGA na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe
Santos, exige "uma verificação urgente às condições de segurança e de acesso dos
meios de socorro à zona habitacional situada entre a Rua da Venezuela e a Rua
do Brasil, no Bairro da Nazaré".
Diz que "a Investimentos Habitacionais da Madeira IHM realizou recentemente
alterações no jardim existente nas traseiras destes edifícios e apresentou
publicamente a intervenção". Acrescenta que "melhorar e valorizar estes espaços é importante.
Mas há coisas muito mais importantes do que ter um jardim bonito". "Uma delas é
garantir que, numa emergência, os bombeiros conseguem chegar às pessoas", refere.
Afirma, em nota à imprensa, que "uma visita ao local levanta sérias dúvidas". E prossgue: "Nos acessos existentes
nas traseiras dos prédios, onde estão situadas todas as cozinhas dos
apartamentos, foram colocados bancos, estruturas em betão e outros elementos de
mobiliário urbano que reduzem a passagem. E a pergunta é muito simples".
"Se houver um incêndio num destes prédios, como chegam os
bombeiros?", questiona.
Diz ainda que "a situação merece ainda maior atenção porque, segundo a informação
recolhida no local, existe apenas uma boca de incêndio naquela zona". "Não
sabemos se está operacional e, como é possível observar no local, encontra-se
parcialmente tapada e condicionada pela vegetação", afirma.
Podemos ter jardins bonitos, novos equipamentos e espaços mais
agradáveis. Tudo isso é positivo. Mas a segurança das pessoas vem primeiro.
Quero saber se um carro dos bombeiros consegue passar, se uma ambulância
consegue chegar aos prédios e se aquela boca de incêndio funciona. Não podemos
descobrir as respostas no dia em que acontecer uma emergência".
Luís Filipe Santos pedirá que a Câmara Municipal do Funchal exija
que "a IHM, em articulação com os Bombeiros e a Proteção Civil, faça uma
vistoria urgente ao local e teste efetivamente as condições de acesso dos meios
de emergência, bem como a operacionalidade e acessibilidade da boca de
incêndio".
Diz que "se existirem obstáculos que impeçam ou dificultem a passagem dos
meios de socorro, devem ser removidos ou relocalizados".
Não estou contra a melhoria do jardim. Pelo contrário. Mas não
podemos gastar dinheiro a melhorar um espaço e esquecer aquilo que pode fazer a
diferença entre salvar ou não salvar uma vida. Primeiro a segurança das
pessoas. Depois o resto".
Para Luís Filipe Santos, "esta situação não deve servir para criar
alarmismo, mas também não pode ser ignorada".
E conclui: "É muito melhor fazer estas perguntas hoje do que procurar
respostas depois de uma tragédia".




