A Juventude do CDS prosseguiu o ciclo de
reuniões “Construir Futuro — Casa, Família e Natalidade” com uma visita ao
Centro da Mãe, onde conheceu as diferentes respostas desenvolvidas pela
instituição no acompanhamento de grávidas, mães e crianças em situação de
vulnerabilidade.

Um dos principais destaques da visita
foi a residência de acolhimento, com capacidade para dez mães e respectivos
filhos, que permite assegurar alojamento temporário e acompanhamento
especializado, privilegiando a preservação dos vínculos afectivos e familiares
e a criação de condições para uma futura autonomização.

Para Leandro Silva, presidente da JP
Madeira, “o trabalho do Centro da Mãe demonstra que apoiar uma família vai
muito além de garantir alimentação ou um teto. É criar condições para que mães
e filhos possam permanecer juntos, desenvolver competências e construir um
futuro com maior estabilidade e autonomia”.

A instituição desenvolve igualmente um
importante trabalho de promoção da parentalidade, através de ações de formação
e acompanhamento dirigidas a mães e pais, abrangendo matérias como a alimentação
infantil, preparação de refeições, cuidados às crianças e fortalecimento das
relações familiares.

Durante a visita, a JP Madeira conheceu
também a Loja Social, que disponibiliza vestuário, brinquedos e outros bens
essenciais às famílias acompanhadas. O espaço promove a reutilização e partilha
de bens, num circuito solidário em que as próprias famílias regressam,
frequentemente, para entregar artigos de que já não necessitam.

Outro dos aspectos valorizados foi o
trabalho desenvolvido pelas equipas técnicas e operacionais, bem como a
importância das parcerias com empresas e particulares, cujos donativos
complementam o financiamento público e permitem reforçar a capacidade de
resposta da instituição.

“É fundamental reconhecer o trabalho
destas instituições e dos seus profissionais, que diariamente acompanham
famílias em situações particularmente difíceis. O apoio público é
indispensável, mas a solidariedade das empresas e da sociedade civil também tem
um papel determinante”, sublinha Leandro Silva.

O dirigente considera ainda que “uma
verdadeira política de família não pode preocupar-se apenas com o nascimento
das crianças, mas também com as condições em que crescem, com o apoio aos pais
e com a capacidade das famílias para construírem uma vida autónoma”.