Luís Filipe Santos demarcou-se da
intenção anunciada, ontem, pelo Chega, na reunião de Assembleia Municipal, de
remeter ao Ministério Público o caso do fiscal único da SocioHabitaFunchal,
defendendo que o processo deve ser melhor analisado antes de avançar para essa
instância.
O vereador recordou que a matéria
já passou por reunião de Câmara, onde “foram esclarecidos muitos dos elementos
que suscitam dúvidas”, e afirmou não ser apologista de que, na política, “se
mande para o Ministério Público permanentemente as coisas”.
Para Luís Filipe
Santos, os eleitos devem primeiro “analisar melhor a documentação, colocar
questões, colocar requerimentos” e só “em última instância” avançar com uma
denúncia.
Questionado se esta divergência constitui um exemplo da autonomia que
reclamou no regresso ao Chega, respondeu que, apesar de ter sido eleito pelo
partido, rege a sua actuação "pelas dificuldades da cidade" e "pelos problemas
dos funchalenses". E deixa uma garantia: "Não ando aqui em gincanas, não ando aqui em
obediências cegas e muito menos com ameaças para o Ministério Público".

