O deputado eleito pelo Chega (CH) no círculo eleitoral da Madeira,
Francisco Gomes, acusou ontem o PS de ter "transformado Portugal num mar de
islamismo", durante a sessão plenária da Assembleia da República, no âmbito
do debate de urgência solicitado pelos socialistas sobre o 'Caos no Aeroporto
de Lisboa e o impacto da suspensão do Sistema de Entradas e de Saídas'.
Na sua intervenção, afirmou que "as políticas seguidas ao longo dos últimos anos
contribuíram para uma perda de controlo sobre as entradas
no país, com reflexos diretos na segurança interna", acusou. O deputado referiu "a
alegada presença em Portugal de cinco organizações classificadas como
terroristas por vários países, bem como a realização de conferências em Lisboa
por Abu Sayed, apontado como líder de um movimento islâmico radical".
O parlamentar madeirense mencionou ainda "a inauguração de mesquitas em Lisboa e na Lourinhã,
alegadamente associadas a organizações que já foram classificadas
como terroristas por governos como os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá",
defendendo que "estes factos deveriam suscitar uma resposta forte e célere" ao
que diz serem "as consequências das opções políticas adotadas".
Francisco Gomes, em nota enviada esta manhã, diz ter sido "particularmente contundente" ao associar "estas situações às políticas de
imigração do PS, que considera permissivas e desreguladas, afirmando que o país
está a pagar o preço de decisões tomadas sem preocupação com a segurança e a
coesão nacional", refere.
"O PS abriu as portas
sem critério e sem controlo e hoje Portugal vive as consequências. O que vemos
é um país vulnerável, exposto e a servir de palco para terroristas e radicais
que querem espezinhar o nosso povo e destruir a nossa cultura", verbalizou o deputado na Assembleia da República.
Francisco Gomes, que tem sido crítico da imigração de matriz islâmica, classificou-a como "perigosa para
Portugal", acreditando que "o Estado perdeu capacidade de avaliar riscos e de
proteger o território".
E enfatizou, para sentenciar a sua intervenção: "Isto não vai lá com
tolerância nem humanismo. Isto vai lá com determinação e luta contra tudo o que
coloca em causa a nossa segurança e a nossa identidade. O PS não tem água com
que se lave e deveria ganhar vergonha na cara quando fala de imigração."

